Câmara aprova PEC da Segurança Pública e Solla destaca avanço da proposta do Governo Lula

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), proposta de iniciativa do Governo Lula que busca fortalecer a integração entre os órgãos de segurança e ampliar a capacidade do Estado no combate ao crime organizado. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 14 contrários no segundo turno, após já ter sido aprovado em primeira votação com ampla maioria. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal.
A iniciativa foi enviada ao Congresso pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de uma agenda de reestruturação das políticas de segurança pública no país. O objetivo é modernizar o sistema brasileiro, fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios e ampliar instrumentos de inteligência e investigação no enfrentamento ao crime organizado.
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) destacou a importância da proposta e o papel do governo federal na construção de uma política nacional de segurança pública baseada em cooperação institucional e planejamento estratégico.
“Essa PEC representa um passo importante para fortalecer a integração entre os órgãos de segurança e garantir que o Estado brasileiro tenha mais capacidade de enfrentar organizações criminosas que atuam em escala nacional”, afirmou.
Entre os principais pontos do texto aprovado está a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mecanismo criado para integrar as forças policiais e promover cooperação entre os diferentes níveis da federação.
A proposta também estabelece instrumentos de compartilhamento de dados, atuação conjunta entre instituições e maior coordenação das políticas de segurança em todo o país.
A PEC também amplia atribuições de órgãos federais. A Polícia Federal passa a ter competência expressa para investigar crimes de organizações criminosas e milícias com repercussão interestadual ou internacional. Já a Polícia Rodoviária Federal ganha novas atribuições, podendo atuar também no policiamento de ferrovias e hidrovias federais e prestar apoio às forças estaduais em situações específicas.
Outro ponto da proposta é a autorização para que municípios criem polícias municipais de natureza civil, voltadas ao policiamento comunitário e ostensivo, desde que cumpram requisitos como capacidade financeira, formação padronizada e integração ao sistema nacional de segurança.
Além das mudanças institucionais, o texto também reforça o financiamento das políticas de segurança pública, fortalecendo fundos nacionais destinados ao setor e garantindo maior estabilidade de recursos para investimentos em infraestrutura, tecnologia e inteligência policial.
Solla ressaltou que o debate sobre segurança pública exige políticas estruturais e cooperação federativa. “O enfrentamento à violência e ao crime organizado exige integração entre os entes federativos, investimento em inteligência e políticas públicas consistentes. É esse caminho que o governo Lula está propondo ao país”, afirmou.
Médico sanitarista e deputado federal pela Bahia desde 2015, Solla integra a comissão especial que acompanha o debate da PEC na Câmara e tem defendido a construção de soluções institucionais capazes de fortalecer o Estado democrático e garantir mais segurança para a população brasileira.








