Cineteatro do Irdeb vai receber a Subsecretária de Gestão Estratégica do Ministério da Cultura e o deputado federal Jorge Solla
O Plano Nacional de Cultura vai estar no centro dos debates da Audiência Pública que será realizada nesta quinta-feira (14), no Cineteatro 2 de Julho (IRDEB), no bairro da Federação, a partir das 18 horas.
O evento, que acontece de forma híbrida (on-line e presencial), terá a participação de Letícia Schwarz, Subsecretária de Gestão Estratégica do Ministério da Cultura, e do deputado federal baiano, Jorge Solla.
O objetivo da audiência é fortalecer a mobilização em defesa das políticas públicas culturais e do Sistema Nacional de Cultura, com ênfase em planejamento, investimento, participação popular e valorização de quem produz arte e cultura em nossos territórios.
“O compromisso com a cultura, com os fazedores de cultura e com a construção de políticas públicas permanentes para o setor, é uma bandeira de luta do nosso mandato”, ressalta o deputado Jorge Solla, ao mesmo tempo em que convoca a sociedade baiana para contribuir com o debate através de questionamento, sugestões e críticas.
Com entrada franca, os integrantes dos 26 Territórios de Identidade do estado tem participação garantida através do link https://forms.gle/7w4gidTsUKFXwk1T9. Participe.
No Dia Nacional da Enfermagem, debate foca nos entraves e soluções para que os recursos cheguem aos profissionais de todo o país
Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
No Dia Nacional da Enfermagem, celebrado nesta terça-feira (12), a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove uma audiência pública crucial para realizar o balanço da implementação do piso salarial nacional da categoria, instituído pela Lei 14.434/22.
Promovido pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA) junto com a deputada federal Heloísa Helena (REDE-RJ), o debate busca identificar gargalos e apontar soluções para assegurar que o direito aprovado pelo Congresso se torne realidade plena em todos os municípios do país.
“A enfermagem é a coluna vertebral do SUS. Sem esses profissionais, o sistema simplesmente não funciona. Valorizar a categoria é um dever do Estado e um reconhecimento essencial a quem dedica a vida a cuidar da nossa população”, afirmou o parlamentar.
Além dos parlamentares, devem participar da audiência o presidente do Conselho Estadual de Enfermagem da Bahia, Davi Apóstolo, e a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Jacinta Silva.
Também confirmaram presença a chefe da Divisão de Fiscalização do Exercício Profissional do Conselho Federal de Enfermagem, Marisa Rodrigues, e o diretor-chefe da Unidade de Auditoria Especializada em Saúde do Tribunal de Contas da União, Alexandre Giraux.
Mais dignidade
Solla parabeniza a categoria pelo dia e garante que a luta pelo piso nacional continua como bandeira central de seu mandato. “Celebrar o 12 de maio é, acima de tudo, cobrar respeito e dignidade para esses profissionais que são a face mais humana da saúde pública”, diz.
Solla aponta que, embora a lei já esteja em vigor e o Governo Federal tenha realizado o repasse de recursos, a audiência vai destacar que ainda existem entraves na ponta: estados, municípios e entidades filantrópicas que impedem o pagamento integral em algumas regiões.
“O Governo Federal tem feito a sua parte, assegurando o suporte financeiro, e o nosso papel agora é fiscalizar e destravar a burocracia para que o dinheiro chegue ao bolso dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria”, afirmou o deputado.
Solla assegura que manterá vigilância constante para garantir que os recursos cheguem ao destino final. “Sabemos que ainda existem muitos desafios na implementação prática e não vamos descansar enquanto a lei não for cumprida integralmente em todo o Brasil”, conclui.
Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, Alexandre Lindenmeyer, participou da vistoria
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) realizou nesta quinta-feira (7) uma visita técnica ao estaleiro Enseada, em Maragogipe, para acompanhar a retomada da produção de embarcações na planta industrial, uma das mais modernas da América Latina.
Autor do requerimento que viabilizou a visita, Solla percorreu as instalações acompanhado do presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), sob condução do representante da Novonor, dona do estaleiro, Marcelo Gentil.
“Pela segunda vez, a Bahia passa a receber investimentos no setor e as notícias são muito positivas. Já contabilizamos 600 empregos e as barcaças estão sendo entregues”, ressalta Solla, representante baiano na Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Naval.
Ele lembra que, em outubro de 2025, o presidente Lula anunciou investimentos da Petrobrás na ordem de 2,6 bilhões de reais, para viabilizar as primeiras encomendas do estaleiro para fabricação de embarcações específicas para controle de vazamentos em alto mar.
“Essa é a terceira visita com parlamentares federais. Em 2023, chamamos a atenção sobre a necessidade de retomar a produção e gerar empregos. O presidente Lula ouviu e, em 2025, anunciou os investimentos. E, agora, voltamos para acompanhar a produção”, detalha Solla.
Logo após a suspensão das atividades, ainda em 2014, Solla esteve à frente de audiências públicas que provocaram o debate sobre a importância do equipamento para a região, o que culminou com a reabertura do estaleiro no terceiro mandato do presidente Lula.
Atualmente, o estaleiro trabalha na construção de 80 barcaças para o transporte de minérios. “É uma satisfação enorme ver este resgate da indústria naval na Bahia, já com geração de emprego e renda”, afirma o deputado federal Alexandre Lindenmeyer.
No auge das atividades, o estaleiro chegou a gerar quase 7,5 mil empregos diretos, sendo 3,6 mil somente em Maragogipe, o que equivale a 75% das ocupações formais do município. Com a Lava Jato a estrutura foi impactada e passou a operar com apenas 50 funcionários.
Deputado tem feito articulações em Brasília pela restauração do imóvel bicentenário
Alertar para a necessidade da restauração do conjunto arquitetônico da Faculdade de Medicina do Brasil resultou em uma visita técnica da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados ao imóvel histórico, nesta quinta-feira (7).
A inspeção atendeu ao requerimento do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) para chamar a atenção do Governo Federal para viabilizar a restauração da faculdade fundada em 1808. A comitiva teve a presença do presidente da CFFC, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS).
Acompanhados pelo reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Miguez, junto com superintendente do Ministério da Cultura na Bahia, Oséas Marques, os deputados conferiram in loco a situação preocupante da instituição por onde passaram nomes como Augusto Cesar Vianna e o professor Edgar Santos.
“O objetivo é contribuir com o que for necessário para o restauro e recuperação desse patrimônio, que infelizmente foi completamente negligenciado e dilapidado pelo desgoverno anterior”, explicou Solla, formado em 1984 pela Faculdade de Medicina da UFBA.
Prédios interditados
Hoje, três prédios anexos estão interditados por causa de rachaduras, como a Sala da Congregação, o salão nobre e a Biblioteca Gonçalo Muniz, onde repousam mais 100 mil volumes entre artigos, publicações nacionais e estrangeiras.
As infiltrações comprometem não só a estrutura da edificação bicentenária, assim como também ameaçam a conservação das esculturas de 1909 que encantam os visitantes, mas estão sendo corroídas pela ação do tempo.
“Mas como o presidente Lula já tirou o Brasil duas vezes do Mapa da Fome, certamente vai entregar a recuperação deste patrimônio histórico também pela segunda vez, como já fez no primeiro e segundo mandatos com investimentos da Petrobrás e Ministério da Cultura”, acrescentou Solla.
Mobilização “É uma grande mobilização dos deputados e ex-alunos para preservação da memória deste que é o berço da medicina no Brasil. Fico muito satisfeito e feliz por ver que temos condições de reunir personalidades políticas na defesa desse patrimônio nacional”, pontua o diretor da instituição, Antônio Lopes.
Impressionado com os mais de 15 mil metros quadrados de pura história, cultura, arte e educação, o deputado federal Alexandre Lindenmeyer mostrou-se empenhado em unir forças com Solla na defesa da primeira Faculdade de Medicina do Brasil.
“Esse é um monumento que todos os brasileiros deveriam conhecer. Não só pela pujança arquitetônica e histórica, mas pela importância na formação de profissionais de saúde ao longo dos séculos”, admirou o parlamentar gaúcho.
Berço da medicina
Séculos antes da oficialização da faculdade, ainda em 1553, o prédio localizado no Terreiro de Jesus abrigou a primeira escola de ensino dos Jesuítas no Brasil. Atualmente, 1.300 estudantes de graduação e pós-graduação em Medicina tem aulas no prédio.
O imóvel conta com três museus, cinco salas de aulas, um laboratório para atendimento básico de saúde à população do Centro Histórico e o Instituto de História da Medicina, cuja função é auxiliar em pesquisas acadêmicas.
Segundo estudos desenvolvidos pela Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da UFBA (SUMAI), uma reforma que contemple todos os espaços desse patrimônio tombado em 2016 pelo IPHAN exigirá investimentos na ordem de R$ 100 milhões.
Solla com o presidente Lula no anúncio da retomada da produção no estaleiro Enseada, em outubro de 2025 Foto: Ricardo Stuckert
Integrantes da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados devem chegar a Salvador, na próxima quinta-feira (7), para nova visita técnica ao estaleiro Enseada proposta por requerimento do deputado federal Jorge Solla (PT-BA).
Representante no estado da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Naval, Solla lutou pela retomada da produção na planta industrial em Maragogipe (BA). Na primeira visita técnica pela CFFC, em agosto de 2023, Solla conseguiu reunir mais 100 pessoas.
Estiveram presentes lideranças políticas (deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores), entidades representativas da classe trabalhadora, membros do setor produtivo, além das diretorias do Enseada e da Novonor, acionista do estaleiro.
“Felizmente, conseguimos chamar a atenção do presidente Lula, que, dois anos após nossa primeira visita, veio à Bahia anunciar, em outubro passado, mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos da Petrobras para as primeiras encomendas do estaleiro”, comemorou Solla.
Segundo o deputado, o objetivo da próxima visita é acompanhar o andamento da operação do estaleiro, além das tratativas para início da construção das seis embarcações encomendadas pela Petrobras na Bahia, para atividades de controle de vazamentos em alto-mar.
De acordo com informações da Novonor, o início desta operação está previsto para o segundo semestre de 2026. Atualmente, o estaleiro trabalha na construção de até 80 barcaças para o transporte de minérios para o cliente LHG Mining.
“Como membro da comissão, cabe a nós fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, mas também fazer as devidas provocações, como as audiências públicas que realizamos para tratar do tema desde que o estaleiro teve as atividades suspensas, ainda em 2014”, lembra Solla.
Erguido pelo consórcio formado pela então Odebrecht (atual Novonor), Kawasaki, OAS e UTC, em São Roque do Paraguaçu, o estaleiro teve as atividades suspensas no âmbito da Operação Lava Jato, sem ter produzido uma embarcação sequer.
Impactos da Lava Jato
“À época, denunciamos o projeto de poder disposto a destruir a economia nacional para ganhar as eleições. A história comprovou: o então juiz Sérgio Moro prendeu o presidente Lula sem provas, virou ministro de Bolsonaro, se elegeu senador e, agora, é do PL”, apontou.
Como consequência, a estrutura que chegou a gerar 7.462 empregos diretos, 3.588 deles somente na cidade de Maragogipe – o equivalente a 75% dos empregos formais daquele município – passou a operar nos últimos anos com apenas 50 funcionários.
A movimentação das obras do estaleiro levou à abertura de cerca de 7 mil empresas na região. “Além de as empresas fecharem, centenas de jovens que foram enviados para o exterior, para treinamento de ponta, voltaram a praticar a pesca artesanal”, recorda Solla.
A título de comparação, Solla lembra, ainda, de uma visita técnica à sede da fabricante inglesa Rolls Royce, em 2016, quando foi indagado pelos auditores locais como os deputados “permitiram” a destruição das maiores empresas nacionais no decorrer da Lava Jato.
“Fomos entender como o Reino Unido investigava casos de corrupção nas empresas. Lá, os envolvidos são afastados e a empresa segue. O que houve no Brasil foi um crime. E os criminosos ainda foram ‘premiados’ com cargos públicos”, condenou.
Data será celebrada com ato solene no Salão Nobre e projeção na Câmara dos Deputados
Foto Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Instituída pela lei nº 10.205 no dia 21 de março de 2001, a Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados completa 25 anos com um ato solene organizado para esta quinta-feira (16) na Câmara pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA) em parceria com o deputado federal Pinheirinho.
Para celebrar a data, a cerimônia será realizada a partir das 16h30, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, que também receberá uma projeção a partir das 18h30 com imagens e mensagens em alusão ao aniversário da chamada “Lei do Sangue”.
Ex-secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde no primeiro governo do presidente Lula, Solla sempre foi um defensor do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A lei trouxe diversos avanços na hemoterapia, entre eles, eu destacaria entre os princípios fundamentais a proibição da venda de sangue para estimular doações voluntárias e não remuneradas, pois, há não muito, tentaram privatizar até o sangue para pacientes”, disse.
Solla se refere à Proposta de Emenda à Constituição 10/2022, apresentada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), para permitir que a iniciativa privada coletasse, processasse e comercializasse plasma humano sob justificativa de aumentar a produção para o SUS.
“Ficou conhecida como a PEC do Vampiro. Querem fazer da doação voluntária de sangue, que é um gesto altruísta, um negócio. E, assim, enfraquecer o SUS para permitir que bancos de sangue privados comercializem o plasma excedente, hoje restrito ao setor público”, critica.
Solla foi autor do requerimento que levou a Comissão de Saúde para uma visita técnica, em 2023, às instalações da futura Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás), inaugurada pelo presidente Lula em agosto de 2025, em Goiana (PE), com a presença do deputado.
A estatal detém capital social 100% público, com investimento federal de mais de R$ 1,9 bilhão, para beneficiar usuários do SUS em todo o país com oferta de medicamentos para tratamento de hemofilia, infecções e doenças raras.
“Os últimos dois governos destruíram a capacidade produtiva que garantia soberania nacional de insumos para o SUS, sofremos isso na pandemia. Já com a volta do presidente Lula lançamos a estratégia de R$ 42 bilhões para o Complexo Industrial da Saúde”, concluiu.
É simplesmente inadmissível a postura do presidente dos EUA, Donald Trump. Mais uma vez, ele passou ridículo perante o mundo, protagonizando um verdadeiro vexame sem fronteiras. Ao publicar em suas redes sociais uma imagem em que aparece com vestes de Jesus Cristo, no mesmo dia em que atacou o Papa Leão XIV, tratando-o como um “inimigo”, Trump escancara o seu desprezo pela ética, pela fé e pela diplomacia global.
Não estamos falando de estética, estamos falando de narrativa. Trata-se de uma construção perversa que tenta transformar poder em virtude e esconder, por trás de uma imagem “santificada”, uma política marcada por guerras, genocídio, ganância pelo petróleo, mentiras, intervencionismo e o caos. Diante disso, é nosso dever desmascarar essa história e apresentar a versão condizente com a realidade para quem repudia a mentira.
Trump é uma ameaça direta à sobrevivência da humanidade. Enquanto o mundo clama por estabilidade, o presidente norte-americano dobra a aposta na violência. Recentemente, Trump declarou que irá destruir qualquer navio iraniano que se aproxime do bloqueio marítimo imposto pelos EUA. Essa agressividade não é isolada, ele já sinaliza que, após o fim da guerra no Irã, seu próximo alvo pode ser Cuba, sufocando ainda mais uma nação que resiste há décadas a embargos criminosos.
Essa estratégia de dominação também golpeia a nossa América Latina. O ataque à soberania da Venezuela, sequestrando o presidente Maduro, ataque ao PIX e a imposição de tarifas comerciais contra o Brasil, não são fatos desconectados. Fazem parte de uma mesma engrenagem do imperialismo que utiliza o “tarifaço” e guerras como arma econômica para desestabilizar governos e submeter economias periféricas aos interesses de Washington.
Como deputado federal e militante em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), vejo com extrema preocupação o impacto dessas guerras e bloqueios na saúde. A guerra não destrói apenas infraestruturas; ela interrompe fluxos de medicamentos, destrói sistemas sanitários, já bombardeou hospitais e condena populações inteiras à miséria e à doença. Defender a paz é, intrinsecamente, defender a saúde.
O messianismo de fachada de Trump não engana quem luta pela justiça social. Um homem que ameaça a paz mundial e utiliza a guerra, fome e a sanção econômica como ferramentas de gestão não pode ser associado a figuras de paz. Pelo fim do intervencionismo, pelo respeito à soberania dos povos e pela garantia do direito à vida! Fora Trump!
O mandato do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) vem a público manifestar profunda estranheza e indignação com a postura do vereador André Fraga (PV), que, mesmo integrando uma federação partidária com o Partido dos Trabalhadores, reafirma publicamente sua fidelidade política ao grupo de ACM Neto e ao prefeito Bruno Reis.
A existência de uma federação não é um mero arranjo burocrático para garantir a sobrevivência eleitoral de mandatos isolados; é uma união baseada em unidade programática e estratégica.
É inadmissível que um parlamentar utilize a legenda da federação para buscar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia enquanto atua como linha de frente de um projeto político que combate ferozmente as diretrizes do governo Lula e do governador Jerônimo Rodrigues.
André Fraga afirma que sua união ao PT “não muda o apoio a ACM Neto”. Ora, se o vereador não se sente confortável no campo progressista, que busque o caminho da desfiliação. Não é ético usufruir da estrutura de uma federação de esquerda enquanto se comporta como empregado de Bruno Reis.
A possibilidade de eleger Fraga como deputado estadual dentro da nossa federação é um “cavalo de Troia” para a base governista. Não podemos permitir que votos de eleitores que acreditam no projeto do PT, de Lula, Jerônimo Rodrigues, Rui Costa, Wagner e de seus aliados sirvam para fortalecer um quadro que, no dia seguinte à posse, entregará o mandato aos interesses do carlismo.
Falta de Respeito ao Eleitor! A política exige lado. O vereador declarou não temer “represálias”, mas o que está em jogo não é medo, é respeito à militância.
Quem é base de Bruno Reis e aliado de primeira hora de ACM Neto não tem legitimidade para caminhar sob a bandeira que defende a reconstrução do Brasil e o avanço da Bahia.
Nosso mandato defende que todos os candidatos da federação façam campanha para nossos candidatos Lula (presidente), Jerônimo Rodrigues (governo do Estado), Rui Costa (senado) e Wagner (senado).
A federação deve servir para unir aqueles que possuem projetos convergentes para o povo baiano. Manter figuras que operam abertamente no campo adversário é um erro estratégico que nós vamos continuar denunciando. Política se faz com princípios, não com conveniência.
Neste sentido, compreendemos que não podemos dar legenda para André Fraga em virtude do seu comportamento. Conclamamos a direção dos partidos que compõem a Federação a não aceitar candidaturas dessa natureza.
Ao longo de mais de quatro décadas atuando como médico e gestor do Sistema Único de Saúde, aprendi uma lição fundamental: a maior parte das doenças que tratamos nos hospitais começa muito antes da porta de entrada da unidade de saúde. Começa nas condições de vida e de trabalho.
É por isso que o debate sobre o fim da escala 6×1 não pode ser tratado apenas como uma pauta trabalhista. Embora a dimensão laboral seja essencial nesta pauta, trata-se também de uma questão de saúde pública. E, na esteira disso, de desigualdades sociais estruturantes.
Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram um estudo global demonstrando que jornadas superiores a 55 horas semanais estão associadas a um aumento de 35% no risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de 17% no risco de morte por doença isquêmica do coração, quando comparadas a jornadas de 35 a 40 horas semanais. Estamos falando de centenas de milhares de mortes prematuras no mundo relacionadas diretamente ao excesso de trabalho.
Mesmo quando a carga horária formal não ultrapassa esse limite, a lógica de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso produz desgaste acumulado, especialmente em contextos de transporte precário, múltiplos vínculos empregatícios e dupla jornada doméstica — realidade que atinge majoritariamente mulheres e trabalhadores pobres e negros que vivem nas periferias, subúrbios e favelas.
No Brasil, segundo dados do IBGE, a população negra e as mulheres são a maioria dos trabalhadores dos setores de comércio e serviços, onde a escala 6×1 é mais comum. Isso significa que o impacto do desgaste não é neutro. Ao contrário, ele recai sobre quem já enfrenta maior vulnerabilidade social.
A ciência também é clara quanto aos efeitos sobre a saúde mental dessas condições laborais. Jornadas prolongadas aumentam a incidência de ansiedade, depressão e síndrome de burnout. No Brasil, os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho segundo dados da Previdência Social. Não estamos falando de casos isolados, mas de um padrão epidemiológico.
Quem absorve essa conta? O SUS.
Crises hipertensivas, infartos, transtornos de ansiedade, dores osteomusculares, acidentes de trabalho e afastamentos previdenciários pressionam o sistema público de saúde. O custo do adoecimento relacionado ao trabalho não aparece apenas na folha das empresas — ele aparece nas emergências, nas filas de atendimento e nos gastos públicos com procedimentos de alta complexidade que poderiam ser evitados.
Como sanitarista, sei que as condições de trabalho são determinantes sociais da saúde. Assim como saneamento reduz doenças infecciosas, políticas de proteção ao trabalhador reduzem doenças crônicas e sofrimento mental. Saúde não é apenas assistência, é também prevenção – cuidado que acaba sendo “luxo” para trabalhadores que trabalham 6×1 e, além de viver as condições precárias de trabalho, sequer possuem tempo para atendimento nas unidades básicas de saúde, onde a maioria das comorbidades deveriam ser controladas e evitadas antes mesmo de se instalarem.
Há ainda um argumento econômico frequentemente ignorado nesta discussão. Países que avançaram na redução da jornada de trabalho registraram aumento de produtividade por hora trabalhada, menor número de faltas e atrasos e redução de afastamentos por adoecimento.
A manutenção de jornadas extenuantes como regra revela um modelo de desenvolvimento que transfere o custo do crescimento para o corpo do trabalhador. É a desigualdade se expressando em hipertensão, ansiedade e esgotamento.
Defender o fim da escala 6×1 não significa ignorar a complexidade econômica do país, mas reconhecer que crescimento sustentável exige trabalhadores saudáveis, compreendendo que o direito ao descanso é parte da política de prevenção em saúde.
O Brasil já avançou quando aprendeu, lá atrás, que vacinação em massa salva vidas, tornando-se referência mundial em imunização. Já avançou também quando estruturou o SUS como política universal. Agora é hora de avançar também quando o tema é saúde do trabalhador, alterando as regras trabalhistas para proteger vidas.
O direito ao descanso adequado não pode ser visto como privilégio. Trata-se de um instrumento de redução de desigualdade, de proteção à vida e de fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Se queremos um país mais produtivo, mais justo e mais saudável, precisamos começar reconhecendo que trabalhar até adoecer não pode ser normal. O custo dessa equação é alto demais para o SUS – o que ainda precisamos estimar financeiramente –, mas a aprovação de uma mudança pode representar, a longo prazo, resultados positivos para a saúde pública.
Desde 2019, FibroConquista assiste pacientes com a síndrome em Vitória da Conquista (BA)
Uma emenda do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) garantiu a aquisição de máquinas de costura para a FibroConquista, entidade sem fins lucrativos que atende, desde 2019, cerca de 300 pacientes com fibromialgia em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia.
Os equipamentos foram entregues durante a inauguração da nova sede da associação, no município, à presidente Maria Aparecida Rodrigues Santos, pelo ex-vereador eleito por duas vezes no município Valdemir Dias, que representou o deputado Jorge Solla na solenidade.
“A fibromialgia já é considerada uma deficiência reconhecida pela Lei 15.176/25, sancionada pelo presidente Lula. Temos um longo percurso a avançar, mas, em Brasília, nossa atuação parlamentar tem lutado para garantir mais qualidade de vida a esses pacientes”, afirma Solla.
Também conhecida como Cida, a presidente da FibroConquista comemorou a chegada dos equipamentos que, segundo disse, serão muito úteis para a manutenção da entidade, que já chegou a interromper as atividades por falta de recursos.
“Agradeço muito ao deputado por fortalecer nosso projeto. Com essas máquinas, ofereceremos cursos, com valores abaixo do mercado, cuja verba será revertida para o custeio de nossas atividades”, antecipou Cida.
Durante a inauguração da nova sede da associação, o ex-vereador parabenizou o trabalho desenvolvido pela FibroConquista. “Com essa iniciativa, o deputado ajuda a associação a ter renda e a proporcionar mais dignidade aos associados nesse novo espaço”, disse Valdemir.
Tratamento De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dores generalizadas, principalmente na musculatura, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.
Segundo os dados da entidade, a síndrome atinge de 2,5% a 5% da população brasileira, em 80% dos casos mulheres de 30 a 50 anos. Podem ser apresentados ainda sintomas como fadiga, distúrbios no sono, alterações cognitivas, ansiedade, depressão e alterações intestinais.
Com a Lei 15.176/25, pessoas com a doença passaram ter direitos como cotas em concursos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada e pensão por morte.
Em fevereiro, o Ministério da Saúde implementou um plano para tratamento multidisciplinar da síndrome pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional, além de uma cartilha para capacitação de profissionais da saúde.