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Emenda de Solla garante máquinas de costura a associação de fibromialgia

Desde 2019, FibroConquista assiste pacientes com a síndrome em Vitória da Conquista (BA)

Aliado de Solla, ex-vereador Valdemir Dias entrega maquinário à presidente da FibroConquista, Cida Santos

Uma emenda do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) garantiu a aquisição de máquinas de costura para a FibroConquista, entidade sem fins lucrativos que atende, desde 2019, cerca de 300 pacientes com fibromialgia em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia.

Os equipamentos foram entregues durante a inauguração da nova sede da associação, no município, à presidente Maria Aparecida Rodrigues Santos, pelo ex-vereador eleito por duas vezes no município Valdemir Dias, que representou o deputado Jorge Solla na solenidade.

“A fibromialgia já é considerada uma deficiência reconhecida pela Lei 15.176/25, sancionada pelo presidente Lula. Temos um longo percurso a avançar, mas, em Brasília, nossa atuação parlamentar tem lutado para garantir mais qualidade de vida a esses pacientes”, afirma Solla.

Também conhecida como Cida, a presidente da FibroConquista comemorou a chegada dos equipamentos que, segundo disse, serão muito úteis para a manutenção da entidade, que já chegou a interromper as atividades por falta de recursos.

“Agradeço muito ao deputado por fortalecer nosso projeto. Com essas máquinas, ofereceremos cursos, com valores abaixo do mercado, cuja verba será revertida para o custeio de nossas atividades”, antecipou Cida.

Durante a inauguração da nova sede da associação, o ex-vereador parabenizou o trabalho desenvolvido pela FibroConquista. “Com essa iniciativa, o deputado ajuda a associação a ter renda e a proporcionar mais dignidade aos associados nesse novo espaço”, disse Valdemir.

Tratamento
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dores generalizadas, principalmente na musculatura, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.

Segundo os dados da entidade, a síndrome atinge de 2,5% a 5% da população brasileira, em 80% dos casos mulheres de 30 a 50 anos. Podem ser apresentados ainda sintomas como fadiga, distúrbios no sono, alterações cognitivas, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

Com a Lei 15.176/25, pessoas com a doença passaram ter direitos como cotas em concursos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada e pensão por morte.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde implementou um plano para tratamento multidisciplinar da síndrome pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional, além de uma cartilha para capacitação de profissionais da saúde.

Jorge Solla: “Recomprar a Refinaria de Mataripe é defender a Bahia e a soberania do Brasil”

Por Jorge Solla

A decisão do presidente Lula de anunciar a recompra da Refinaria Landulpho Alves, hoje chamada Refinaria de Mataripe, é mais do que uma medida administrativa ou empresarial. Trata-se de uma decisão estratégica para o futuro da Bahia, para a defesa da soberania energética nacional e para a proteção do povo brasileiro diante dos abusos impostos pela lógica privatista.

Na última sexta-feira, 20 de março, Lula foi direto ao ponto ao afirmar: “Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar de volta. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”. A declaração tem um enorme peso político e simbólico. Ela representa o compromisso de corrigir um dos mais graves erros cometidos no processo de desmonte do patrimônio público brasileiro nos últimos anos.

A antiga RLAM, localizada em São Francisco do Conde, não é um ativo qualquer. Estamos falando de uma refinaria histórica, estratégica para o abastecimento do Nordeste e fundamental para a economia baiana. Além da planta industrial, o negócio envolve toda uma logística integrada, com quatro terminais — Jequié, Itabuna, Candeias e Madre de Deus — e cerca de 700 quilômetros de dutos. É, portanto, uma estrutura central para o funcionamento do sistema de combustíveis em nossa região.

Quando foi vendida, em 2021, por US$ 1,65 bilhão, cerca de R$ 8,7 bilhões na época, a refinaria foi entregue junto com um sistema logístico robusto, consolidado e de enorme valor estratégico.

Desde então, a experiência da privatização revelou, na prática, tudo aquilo que já denunciávamos: entregar um ativo dessa importância ao setor privado significa submeter o abastecimento e os preços dos combustíveis à lógica exclusiva do lucro.

Foi exatamente isso que se viu mais uma vez agora, em março de 2026. Enquanto a Petrobras segurou os preços em suas refinarias, a Refinaria de Mataripe aplicou reajustes de até 20% no diesel em uma única semana. O resultado foi imediato: pressão sobre caminhoneiros, aumento da tensão com o governo e mais peso sobre o bolso do consumidor.

Esse episódio escancara um fato que a Bahia conhece muito bem: combustíveis não podem ser tratados apenas como mercadoria. Eles têm impacto direto sobre o custo de vida, o frete, a produção, a inflação e a própria capacidade de desenvolvimento do país.

É por isso que a fala de Lula dialoga com uma concepção correta de Estado. Ao defender estoques reguladores de combustíveis, o presidente aponta para a necessidade de o poder público voltar a ter instrumentos concretos para proteger a população das especulações do mercado e das crises internacionais, como as tensões recentes no Oriente Médio. Não se trata apenas de recomprar uma refinaria; trata-se de recuperar capacidade de planejamento, de intervenção e de defesa do interesse nacional.

As informações mais recentes indicam que o processo está em fase decisiva. Ainda há negociações comerciais com o fundo Mubadala, controlador da Acelen, além de trâmites técnicos, jurídicos e de governança na Petrobras. Mas os sinais são claros: há entendimento avançado sobre os termos gerais da operação, as diligências técnicas já foram concluídas, e o governo trabalha para finalizar a recompra ainda em 2026.

Os valores em discussão mostram a complexidade do negócio. Analistas projetam uma recompra entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2,8 bilhões, a depender dos investimentos realizados pela Acelen e da valorização do dólar. Não é uma operação simples, porque envolve não apenas a refinaria, mas todo o sistema logístico associado.

Ainda assim, o mais importante é compreender que o custo da omissão é maior do que o custo da retomada. Deixar um ativo estratégico dessa dimensão submetido exclusivamente aos interesses do mercado significa abrir mão de instrumentos fundamentais para o desenvolvimento nacional.

Também é relevante observar que o novo desenho em discussão pode combinar a retomada do refino pela Petrobras com a permanência do Mubadala em projetos de combustíveis renováveis, como diesel verde e combustível sustentável de aviação.

Se esse modelo se confirmar, será possível reunir recuperação da capacidade estatal no refino de petróleo com avanços na transição energética. Ou seja, o país pode corrigir um erro do passado sem virar as costas para o futuro.

O anúncio feito em Betim, ao lado da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, de R$ 9 bilhões em investimentos para a modernização e ampliação do refino no Brasil, mostra que essa decisão não é isolada. Ela faz parte de uma nova visão de país, baseada no fortalecimento da Petrobras, na ampliação da capacidade nacional de refino e na retomada do investimento público como motor do desenvolvimento.

A Bahia tem razões de sobra para defender essa medida. Recomprar a Refinaria de Mataripe é devolver ao povo baiano um ativo que nunca deveria ter sido privatizado. É recolocar o interesse público acima da ganância privada. É enfrentar os efeitos perversos da desestatização sobre o preço dos combustíveis. E é reafirmar que o Brasil precisa controlar setores estratégicos da sua economia para garantir soberania, desenvolvimento e justiça social.

A retomada da refinaria não é apenas uma questão econômica. É uma escolha política. E, neste caso, é a escolha certa.

Articulada por Solla, filiação de Zilar Portela ao PT marca lançamento de pré-candidatura a deputada estadual

Foto Divulgação Ascom Jorge Solla

A filiação de Zilar Portela ao Partido dos Trabalhadores, articulada pelo deputado federal Jorge Solla, marcou um importante passo na organização política dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias na Bahia. O ato também simbolizou o lançamento da pré-candidatura de Zilar a deputada estadual, consolidando um projeto construído a partir da base da categoria e voltado à ampliação de sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia.

Presidente da Federação Estadual dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias, Zilar tem trajetória ligada à luta sindical e à defesa do SUS. Sua entrada no PT foi celebrada como um movimento político estratégico, capaz de levar para o Legislativo estadual a voz de trabalhadores e trabalhadoras que atuam diretamente nos territórios e junto às populações mais vulneráveis.

A presidenta da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, Ilda Angélica Correia, destacou a importância da construção dessa candidatura para toda a categoria. Segundo ela, a presença de Zilar no debate político institucional representa a possibilidade de uma voz legítima dos agentes de saúde e endemias no Parlamento baiano.

“A importância dessa candidatura de Zilar Portela aqui na Bahia para os agentes de saúde e endemias é grandiosa. Vai ser a nossa voz, a voz legítima da categoria na Assembleia Legislativa da Bahia para desenvolver os nossos projetos e dar atenção especial às pessoas que mais precisam, que são os menos favorecidos”, afirmou Ilda Angélica.

O presidente do PT Bahia, Tassio Brito, também ressaltou o peso político da filiação e da pré-candidatura de Zilar. Para ele, trata-se de uma candidatura simbólica por reunir identidade com o projeto do partido e vínculo direto com uma base essencial na construção do Sistema Único de Saúde.

“A pré-candidatura de Zilar pelo PT é uma pré-candidatura muito simbólica. É uma pré-candidatura de uma base muito importante na construção do SUS. É uma pré-candidatura de uma mulher preta, ou seja, com muita identidade política com nosso projeto”, declarou Tassio.

Ele também enfatizou a importância de acolher Zilar no partido e construir sua caminhada eleitoral. “Nós estamos muito felizes de acolhê-la no PT e de ter a oportunidade de fazer sua pré-campanha, depois campanha, e tê-la deputada pelo PT”, completou.

A própria Zilar Portela afirmou que sua filiação e pré-candidatura nascem de uma construção coletiva, forjada no interior da organização dos trabalhadores. Segundo ela, o momento representa um marco para a categoria, que passa a fortalecer sua presença na política institucional sem perder o vínculo com as comunidades assistidas nos territórios.

“É um momento importante, é um marco onde a categoria terá voz, a categoria levará também a voz da comunidade que ela assiste nos territórios”, disse Zilar. Na avaliação da dirigente, a pré-candidatura responde a uma necessidade concreta de representação política dos agentes, partindo da experiência acumulada pela categoria no contato direto com a população.

“Essa pré-candidatura é uma pré-candidatura necessária. Necessária porque nós estamos falando de agente para agente, e o agente sabe. Essa mensagem chegará a cada um e ele vai entender a mensagem que a gente precisa passar”, afirmou.

Responsável pela articulação da filiação, o deputado federal Jorge Solla destacou que a chegada de Zilar ao PT fortalece o partido, amplia a presença das mulheres na política e agrega à disputa legislativa uma liderança já reconhecida pela sua atuação sindical e comunitária.

“É uma honra para o Partido dos Trabalhadores receber a filiação de uma companheira de luta, guerreira, Zilar Portela, agente de saúde, presidente da Federação Estadual dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias, que já mostrou seu compromisso na luta sindical”, declarou Solla.

Para o parlamentar, Zilar chega para contribuir não apenas com a luta da categoria, mas também com o fortalecimento do campo político liderado pelo presidente Lula e pelo governador Jerônimo Rodrigues. “Agora terá a oportunidade de nos ajudar também na disputa no Legislativo, na construção da reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo, e com certeza para que a gente possa ter mais mulheres guerreiras na Assembleia Legislativa.”

Com a articulação de Jorge Solla, o ato de filiação de Zilar Portela ao PT se firmou, portanto, como um duplo marco político: de um lado, a chegada ao partido de uma liderança histórica dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias; de outro, o lançamento de uma pré-candidatura a deputada estadual comprometida com a defesa do SUS, da saúde pública, da valorização da categoria e da ampliação da representação popular na Bahia.

Ao lado de Camilo Santana, Jorge Solla acompanha avanços da educação federal em Barreiras e Poções


O deputado federal Jorge Solla acompanhou o ministro da Educação, Camilo Santana, em duas agendas estratégicas para o fortalecimento da educação pública na Bahia, reafirmando seu compromisso com a expansão do ensino federal e com a interiorização dos investimentos no estado.

Na quarta-feira (18), Solla esteve em Barreiras ao lado do ministro durante a agenda na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), marcada por inaugurações, anúncios de novos investimentos e autorização de obras em diferentes campi da instituição. Já nesta quinta-feira (19), o parlamentar voltou a acompanhar Camilo Santana, desta vez em Poções, na assinatura do termo de autorização para o início das obras do novo campus do Instituto Federal da Bahia (IFBA).

As agendas também reuniram outras autoridades importantes para a educação baiana, como a secretária de Educação da Bahia, Rowenna Brito. Em Barreiras, participou o reitor da UFOB, Jacques Antonio de Miranda. Já em Poções, a atividade contou ainda com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçando o peso institucional da agenda e a articulação do governo federal em torno da ampliação da rede pública de ensino no estado. A vereadora Viviane, de Vitória da Conquista, também esteve presente nas atividades.

As duas agendas simbolizam o novo momento vivido pela educação brasileira com a retomada dos investimentos federais promovida pelo governo do presidente Lula. Para Jorge Solla, a presença nas atividades ao lado do ministro reforça não apenas a importância das ações anunciadas, mas também a necessidade de seguir ampliando o acesso da população baiana à educação superior, profissional e tecnológica.

Em Barreiras, a agenda na UFOB consolidou novos passos para o fortalecimento da estrutura universitária no oeste baiano, com melhorias que impactam diretamente a formação acadêmica, a pesquisa e a permanência estudantil.

Já em Poções, a autorização para o novo campus do IFBA representa a abertura de uma nova perspectiva para a juventude da região, com mais acesso ao ensino técnico e tecnológico público e de qualidade.

“Estar ao lado do ministro Camilo Santana nessas agendas é acompanhar de perto investimentos concretos que transformam a vida do povo baiano. Estamos falando de mais oportunidades para a juventude, mais estrutura para as instituições públicas e mais desenvolvimento para o interior da Bahia”, destacou Jorge Solla.

O parlamentar ressaltou ainda que os anúncios feitos nas duas cidades mostram que a educação voltou a ocupar lugar central no projeto de desenvolvimento do país. “A Bahia volta a receber investimentos estruturantes, com obras, expansão e fortalecimento das instituições federais. Isso tem a marca do governo do presidente Lula e de uma visão que entende a educação como direito e como instrumento de transformação social”, afirmou.

Ao participar das agendas com Camilo Santana em Barreiras e Poções, Jorge Solla reforça sua atuação em defesa da educação pública e seu compromisso com políticas que gerem inclusão, desenvolvimento regional e mais oportunidades para o povo baiano.

Solla protocola PEC para garantir controle estatal sobre petróleo e derivados no Brasil

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) protocolou na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca garantir que as atividades estratégicas do setor de petróleo no Brasil sejam realizadas exclusivamente por empresas estatais. A iniciativa altera o §1º do artigo 177 da Constituição Federal, reforçando o papel do Estado na exploração, refino, transporte e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pela proposta, a União poderá contratar apenas empresas estatais para executar atividades como pesquisa e lavra de jazidas de petróleo, refino, importação e exportação de derivados e transporte de petróleo e gás natural por dutos. Além disso, a PEC prevê que legislação específica trate da nacionalização de ativos ligados a essas atividades, garantindo que o controle desse setor estratégico permaneça sob domínio público.

Segundo Solla, a medida busca reverter os impactos das privatizações ocorridas no setor nos últimos anos. Na justificativa da proposta, o parlamentar afirma que a venda de ativos da Petrobras tem contribuído para o aumento do preço dos combustíveis, prejudicando consumidores e reduzindo a capacidade de desenvolvimento industrial do país.

O deputado cita como exemplo o caso da antiga Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, privatizada em 2021 e atualmente chamada de Refinaria de Mataripe. De acordo com a justificativa da PEC, a unidade passou a praticar preços alinhados diretamente ao mercado internacional, o que tem impactado o custo dos combustíveis no estado.

 

Solla também argumenta que o processo de privatização iniciado em 2016 trouxe impactos negativos para o mercado de trabalho e para a indústria nacional. Segundo ele, a redução do conteúdo nacional nos investimentos da Petrobras teria diminuído a geração de empregos e deslocado a produção de equipamentos e plataformas para outros países.

“A Petrobras e as reservas de petróleo brasileiras precisam funcionar para proteger o mercado interno, gerar desenvolvimento econômico e reduzir desigualdades regionais”, defende o parlamentar na justificativa da proposta.

Médico sanitarista e deputado federal pela Bahia desde 2015, Solla tem atuação destacada em temas ligados ao desenvolvimento social, ao SUS e à defesa de políticas públicas estratégicas para o país.

A PEC agora começa a tramitar na Câmara dos Deputados e precisa passar por análise da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para uma comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara e do Senado.

Articulação de Solla fortalece PT com filiação da liderança sindical Zilar Portela

Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia ganhará um importante reforço em sua base social e política. A liderança sindical Zilar Portela, dirigente dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, oficializará sua filiação ao PT na próxima sexta-feira, em ato que será realizado na sede estadual do partido.

A filiação foi articulada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), médico sanitarista com trajetória histórica na defesa do Sistema Único de Saúde e dos trabalhadores da saúde. Deputado federal desde 2015, Solla construiu sua atuação pública vinculada à formulação e defesa de políticas estruturantes para o SUS e à valorização dos profissionais da saúde em todo o país.

A chegada de Zilar ao PT é vista como um passo importante para ampliar o diálogo do partido com os trabalhadores da saúde e com os movimentos sociais que atuam na defesa da atenção básica e do fortalecimento do SUS.

Segundo Jorge Solla, a filiação representa a aproximação de uma liderança com forte atuação social ao campo político que historicamente defende o sistema público de saúde e os direitos dos trabalhadores.

“Zilar é uma liderança respeitada, com uma trajetória construída na luta coletiva. Sua chegada ao PT fortalece o diálogo com os agentes comunitários e com os movimentos sociais que defendem saúde pública de qualidade para o povo brasileiro”, afirmou o deputado.

Trajetória de luta

Zilar Portela nasceu em Itabuna, no Sul da Bahia, a cerca de 420 quilômetros de Salvador. Filha de Eunice Pereira e Alvino Assis Portela, cresceu em uma família numerosa, ao lado de 15 irmãos, onde aprendeu desde cedo o valor da solidariedade, do trabalho e da luta coletiva. É casada há 35 anos com José Carlos, mãe de Zayne Portela e Rafaela Portela e avó de Iza Portela.

Em 2002, ingressou no serviço público municipal como Agente Comunitária de Saúde, profissão que transformou sua vida e aprofundou sua relação com as comunidades. Também é Técnica em Higiene Bucal e Técnica em Agente Comunitária de Saúde.

Foi no contato direto com as famílias e territórios que nasceu sua vocação para a luta social e sindical.

Sua trajetória no movimento sindical começou em 2007, quando passou a integrar a diretoria do SINDIACS/ACE – Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias do Sul da Bahia. Com liderança firme e compromisso com a categoria, chegou à presidência da entidade, cargo que ocupou por dois mandatos.

Em 4 de novembro de 2021, deu mais um passo histórico ao fundar a Federação Sindical Baiana dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, tornando-se sua primeira presidenta. Em setembro de 2025, foi reeleita para continuar à frente da entidade, consolidando sua liderança no estado.

Liderança e representatividade

A trajetória de Zilar também é marcada pelo pioneirismo. Mulher negra, de origem periférica, rompeu barreiras e ocupou espaços de poder em um movimento historicamente dominado por homens, tornando-se referência de representatividade, coragem e resistência.

Presença constante nas mobilizações nacionais da categoria, Zilar é reconhecida como uma líder combativa na defesa dos direitos dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).

Entre suas atuações, destaca-se a participação direta nas mobilizações que resultaram em avanços legislativos para a categoria, como as iniciativas relacionadas ao adicional de insalubridade e à valorização do piso salarial profissional nacional.

Atualmente, está na linha de frente da mobilização nacional pela aprovação do PLP 185/2024, que garante aposentadoria com paridade e integralidade para os agentes comunitários e de combate às endemias.

Com uma trajetória profundamente classista, Zilar também participa de diversas lutas sociais para além de sua categoria, contribuindo para o fortalecimento do movimento sindical, das pautas do movimento negro, da igualdade de gênero e dos direitos da população LGBTQIA+.

Projeto político

Diante dessa trajetória de compromisso com a classe trabalhadora e com as causas populares, Zilar Portela coloca seu nome como pré-candidata a deputada estadual, com o objetivo de levar para o parlamento a voz das comunidades, das periferias e dos trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente a vida nos territórios.

Sua filiação ao PT representa mais um passo nessa caminhada política, fortalecendo a articulação entre o movimento sindical da saúde e o projeto político que defende o SUS, a democracia e a justiça social na Bahia.

Solla articula no MEC avanços para expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia

Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) participou nesta terça-feira (17) de reuniões no Ministério da Educação (MEC) para tratar de iniciativas voltadas à expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia. A primeira agenda ocorreu na Secretaria de Educação Superior (SESu) e contou com a presença do reitor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), professor Jacques Antonio de Miranda, além de representantes da Comissão Regional em Defesa da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) e técnicos do ministério.

Durante a reunião, foram discutidos projetos estratégicos para ampliar a presença da rede federal de ensino superior no estado. Um dos principais temas foi a proposta de implantação de um campus universitário federal em Seabra, na Chapada Diamantina, que poderá funcionar como embrião da futura Universidade Federal da Chapada Diamantina, ampliando o acesso ao ensino superior público em uma região que ainda possui baixa oferta universitária.

Também foi tratada a implantação do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Nazaré, iniciativa que recebeu sinalização positiva do MEC e deverá ser anunciada em breve. Outro tema debatido foi o desmembramento do Campus dos Malês da UNILAB, em São Francisco do Conde, como parte do processo de criação da Universidade Federal da Integração África-Brasil (UFAB), proposta que também avança com perspectiva de anúncio nos próximos passos institucionais.

A reunião também abordou a situação do conjunto arquitetônico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos mais importantes patrimônios históricos da educação brasileira. Segundo encaminhamento do encontro, o Ministério da Educação irá dialogar com a reitoria da UFBA para avaliar a possibilidade de ações emergenciais de preservação e manutenção, enquanto é elaborado o projeto arquitetônico completo de reforma do complexo.

Na sequência, Solla participou de uma segunda reunião no MEC, desta vez na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), ao lado do secretário municipal de Educação de Livramento de Nossa Senhora, Probo Meira. No encontro, foi confirmada a realização de novos cursos de qualificação profissional no município ainda este ano.

Entre as iniciativas aprovadas estão cursos do PRONATEC na área de fruticultura e a implementação do Projeto Mulheres Mil, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva de mulheres. A oferta dos cursos deverá ocorrer por meio do Instituto Federal Baiano (IF Baiano).

Para Solla, as agendas reforçam a importância de ampliar tanto a educação superior quanto a formação profissional no interior do estado.

“Estamos trabalhando para fortalecer a educação pública em todas as frentes: ampliar universidades federais, interiorizar oportunidades e garantir qualificação profissional para nossa juventude e para os trabalhadores do interior da Bahia”, destacou o deputado.

Câmara aprova PEC da Segurança Pública e Solla destaca avanço da proposta do Governo Lula

Crédito Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), proposta de iniciativa do Governo Lula que busca fortalecer a integração entre os órgãos de segurança e ampliar a capacidade do Estado no combate ao crime organizado. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 14 contrários no segundo turno, após já ter sido aprovado em primeira votação com ampla maioria. Agora, a proposta segue para análise do Senado Federal.

A iniciativa foi enviada ao Congresso pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de uma agenda de reestruturação das políticas de segurança pública no país. O objetivo é modernizar o sistema brasileiro, fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios e ampliar instrumentos de inteligência e investigação no enfrentamento ao crime organizado.

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) destacou a importância da proposta e o papel do governo federal na construção de uma política nacional de segurança pública baseada em cooperação institucional e planejamento estratégico.

“Essa PEC representa um passo importante para fortalecer a integração entre os órgãos de segurança e garantir que o Estado brasileiro tenha mais capacidade de enfrentar organizações criminosas que atuam em escala nacional”, afirmou.

Entre os principais pontos do texto aprovado está a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mecanismo criado para integrar as forças policiais e promover cooperação entre os diferentes níveis da federação.

A proposta também estabelece instrumentos de compartilhamento de dados, atuação conjunta entre instituições e maior coordenação das políticas de segurança em todo o país.

A PEC também amplia atribuições de órgãos federais. A Polícia Federal passa a ter competência expressa para investigar crimes de organizações criminosas e milícias com repercussão interestadual ou internacional. Já a Polícia Rodoviária Federal ganha novas atribuições, podendo atuar também no policiamento de ferrovias e hidrovias federais e prestar apoio às forças estaduais em situações específicas.

Outro ponto da proposta é a autorização para que municípios criem polícias municipais de natureza civil, voltadas ao policiamento comunitário e ostensivo, desde que cumpram requisitos como capacidade financeira, formação padronizada e integração ao sistema nacional de segurança.

Além das mudanças institucionais, o texto também reforça o financiamento das políticas de segurança pública, fortalecendo fundos nacionais destinados ao setor e garantindo maior estabilidade de recursos para investimentos em infraestrutura, tecnologia e inteligência policial.

Solla ressaltou que o debate sobre segurança pública exige políticas estruturais e cooperação federativa. “O enfrentamento à violência e ao crime organizado exige integração entre os entes federativos, investimento em inteligência e políticas públicas consistentes. É esse caminho que o governo Lula está propondo ao país”, afirmou.

Médico sanitarista e deputado federal pela Bahia desde 2015, Solla integra a comissão especial que acompanha o debate da PEC na Câmara e tem defendido a construção de soluções institucionais capazes de fortalecer o Estado democrático e garantir mais segurança para a população brasileira.

Solla rebate ataques de Zé Cocá e destaca investimentos do mandato em Itiruçu e na região de Jequié

O deputado federal Jorge Solla (PT) rebateu declarações do prefeito de Jequié, Zé Cocá, e destacou que sua atuação política sempre foi marcada pela lealdade e pelo compromisso com o desenvolvimento dos municípios do interior da Bahia, ao lado dos governos do Partido dos Trabalhadores. A manifestação ocorreu após repercussão de comentários feitos em um grupo de WhatsApp sobre o posicionamento político do prefeito em relação ao grupo que governa a Bahia.

Segundo Solla, trata-se de um fato público e conhecido na política estadual.

“Recentemente fizemos um comentário em um grupo de WhatsApp sobre a traição do prefeito Zé Cocá ao grupo político que governa a Bahia e que teve papel decisivo em sua trajetória, viabilizando que ele chegasse a deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) diretamente pelas mãos do então governador Rui Costa”, afirmou.

Solla destacou que, ao longo de sua trajetória, sempre manteve forte atuação no interior da Bahia, com articulação de investimentos em áreas como saúde, educação, agricultura familiar e infraestrutura. Médico sanitarista e deputado federal desde 2015, o parlamentar tem trajetória consolidada na formulação de políticas públicas, tendo sido secretário estadual de Saúde da Bahia por dois mandatos.

No Vale do Jequiriçá, o deputado lembra que seu mandato tem contribuído diretamente para a chegada de recursos e obras importantes para municípios como Itiruçu, onde mantém presença política há décadas. “Frequento Itiruçu há mais de 40 anos. A população sabe muito bem que nosso mandato foi o que mais levou recursos federais, estaduais e investimentos para o município nas mais diversas áreas”, afirmou Jorge Solla.

Segundo ele, os investimentos articulados pelo mandato abrangem iniciativas na saúde pública, educação, apoio à agricultura familiar e melhorias de infraestrutura urbana. Entre as conquistas destacadas pelo deputado estão investimentos viabilizados em parceria com o Governo do Estado.

Durante a gestão do ex-governador Rui Costa, foram destinados recursos para a reforma do mercado municipal de Itiruçu e para a implantação da adutora que leva água do rio Paraguaçu ao município, obra executada pela Embasa e considerada o maior investimento estadual já realizado na região.

Outro avanço recente foi a entrega do novo colégio estadual de tempo integral, que iniciou as atividades neste ano. “O prédio anterior já havia sido conquistado ainda no governo Rui Costa, que iniciou o projeto da nova escola entregue agora pelo governador Jerônimo Rodrigues. É uma verdadeira revolução para a educação da juventude da região”, afirmou.

Além disso, o parlamentar destacou as obras realizadas pelo Governo da Bahia na região de Jequié, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), que têm contribuído para melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida da população.

Solla foi o principal e mais atuante agente público a pautar a criação do campus federal universitário em Jequié tendo realizado audiência pública na Camara de Vereadores deste município ainda no primeiro ano da volta do presidente Lula e feito várias gestões junto ao Ministério da Educação com este objetivo que foi vitorioso.

Fundador do PT na Bahia e militante político desde o final da década de 1970, Solla afirma que sua trajetória pública sempre foi marcada pela coerência e pela fidelidade ao projeto político que ajudou a construir.

“Temos lado. Estamos no mesmo projeto político há 46 anos no PT, partido que ajudamos a fundar. Sei ser leal e grato e sempre destaquei o apoio dos governos que trabalharam pelo desenvolvimento da Bahia e do interior”, afirmou. Para o deputado, o debate político não pode ser reduzido a negociações oportunistas.

“Agora o prefeito de Jequié vai ao mercado num jogo rasteiro de ‘quem dá mais’, tentando valorizar a venda de seu possível apoio na próxima eleição para o governo do Estado”, disse. Solla concluiu afirmando que o momento político exige clareza de posições. “Está perdendo a oportunidade de fazer uma autocrítica por ter sido contra o presidente Lula e o governador Jerônimo e, desta vez, ficar do lado do povo baiano e do povo brasileiro”, declarou.

Solla participa das celebrações pelos 218 anos da Faculdade de Medicina da UFBA

Foto: Divulgação / Ascom Jorge Solla

O deputado federal Jorge Solla participou das comemorações pelos 218 anos da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a primeira instituição de ensino superior do Brasil. A cerimônia foi realizada na sede histórica da escola, no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, reunindo autoridades acadêmicas, professores, estudantes e representantes da comunidade científica.

Durante o evento, o parlamentar, que compôs a mesa institucional, destacou a importância histórica e científica da Faculdade de Medicina para a Bahia e para o país. Formado em Medicina pela própria Universidade Federal da Bahia, Solla ressaltou o papel da instituição na formação de gerações de profissionais que contribuíram para o fortalecimento da saúde pública brasileira.

“A Faculdade de Medicina da UFBA é um patrimônio da ciência, da educação pública e da história da Bahia. São mais de dois séculos formando profissionais comprometidos com o cuidado da população e com o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde”, afirmou o deputado, que vem conduzindo para viabilizar a reforma do telhado e de estruturas de algumas alas da Faculdade de Medicina.

Recentemente, o deputado promoveu reuniões com o reitor da UFBA, Paulo Miguez, com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e com o presidente do IPHAN, Leandro Grass, além de dialogar com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com o senador Jaques Wagner para buscar caminhos institucionais e recursos que permitam a recuperação do prédio histórico. 

“A UFBA e sua Faculdade de Medicina fazem parte da história da Bahia e do Brasil. Defender essa instituição é defender a ciência, o SUS e a educação pública”, afirmou Solla. Segundo ele, a articulação envolve diferentes órgãos do governo federal devido ao caráter patrimonial do edifício, que é tombado e exige intervenções técnicas para garantir a preservação da estrutura sem comprometer seu valor histórico.

Fundada em 1808, a escola médica baiana integra a primeira geração de instituições de ensino superior do Brasil e teve papel decisivo na consolidação da medicina científica no país. Ao longo de sua trajetória, a faculdade formou profissionais que atuaram em diversas áreas da saúde, da pesquisa e da gestão pública.

Médico sanitarista e professor aposentado do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, Solla construiu parte de sua trajetória política e acadêmica a partir da formação recebida na universidade. O parlamentar concluiu a graduação em Medicina na UFBA em 1984, posteriormente realizando mestrado em Saúde Coletiva na mesma instituição e doutorado em Clínica Médica pela UFRJ.

Durante a cerimônia, Solla também destacou os desafios atuais enfrentados pelas universidades federais, reforçando a importância da defesa do financiamento público para a educação superior e para a produção científica no Brasil.

As celebrações pelos 218 anos da Faculdade de Medicina reuniram diferentes gerações de médicos e pesquisadores, reafirmando o compromisso da instituição com a formação de profissionais e com a produção de conhecimento voltado para os desafios da saúde pública brasileira.