Discípulo do carlismo nefasto, prefeito fez de servidores bodes expiatórios, diz deputado
Acompanhado do presidente Lula, Solla cumprimenta presidente da República da Coreia, Lee Jae-myung, em Seul Foto: Ricardo Stuckert/PR
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) condenou as demissões dos servidores municipais, a mando do prefeito Bruno Reis, por envolvimento nas manifestações que interromperam uma sessão na Câmara de Salvador em protesto contra o reajuste oferecido pela prefeitura.
“Bruno Reis, discípulo do carlismo mais nefasto, além de pautar um reajuste aquém das necessidades da categoria, pegou três servidores como bodes expiatórios para servirem de exemplo contra futuras reivindicações salariais”, analisou o petista nesta segunda-feira (23).
O caso ocorreu em 22 de maio de 2025, mas a decisão só foi publicada no último dia 19 de fevereiro. Foram demitidos os guardas civis municipais Bruno da Cruz Carianha e Marcelo da Rocha Oliveira, além do agente de trânsito Helivaldo Passos de Alcântara.
Na ocasião, Carianha acabou preso durante uma confusão generalizada, quando a categoria percebeu que o percentual proposto pelo Município, considerado abaixo do reajuste pedido pelos servidores, estava prestes a ser aprovado por uma Câmara de maioria governista.
“Com raras exceções do campo progressista, a Câmara de Salvador faz tudo o que o prefeito manda, não à toa a cidade está do jeito que está, com menos áreas verdes”, disparou Solla, direto da Coreia do Sul, onde acompanha o presidente Lula em missão oficial do Brasil.
Por causa da insatisfação dos servidores, diversas categorias entraram em greve por meses no ano passado, o que atrasou o início do ano letivo da rede pública municipal em 2026, previsto para começar ainda no próximo dia 16 de março.
“Enquanto o prefeito promotor de eventos alegava falta de recursos para os servidores, a prefeitura preferiu deixar milhares de estudantes sem aula, milhares de mães sem ter onde deixar os filhos em segurança, para gastar milhões em festas”, comparou Solla.
O parlamentar disse acreditar que a Justiça deverá reverter a decisão da portaria publicada pelo Município. “Eu espero que essa injustiça seja corrigida, pois a decisão de Bruno Reis e seus asseclas foi demasiadamente arbitrária com esses pais de família”, concluiu.