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Solla articula no MEC avanços para expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia

Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) participou nesta terça-feira (17) de reuniões no Ministério da Educação (MEC) para tratar de iniciativas voltadas à expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia. A primeira agenda ocorreu na Secretaria de Educação Superior (SESu) e contou com a presença do reitor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), professor Jacques Antonio de Miranda, além de representantes da Comissão Regional em Defesa da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) e técnicos do ministério.

Durante a reunião, foram discutidos projetos estratégicos para ampliar a presença da rede federal de ensino superior no estado. Um dos principais temas foi a proposta de implantação de um campus universitário federal em Seabra, na Chapada Diamantina, que poderá funcionar como embrião da futura Universidade Federal da Chapada Diamantina, ampliando o acesso ao ensino superior público em uma região que ainda possui baixa oferta universitária.

Também foi tratada a implantação do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Nazaré, iniciativa que recebeu sinalização positiva do MEC e deverá ser anunciada em breve. Outro tema debatido foi o desmembramento do Campus dos Malês da UNILAB, em São Francisco do Conde, como parte do processo de criação da Universidade Federal da Integração África-Brasil (UFAB), proposta que também avança com perspectiva de anúncio nos próximos passos institucionais.

A reunião também abordou a situação do conjunto arquitetônico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos mais importantes patrimônios históricos da educação brasileira. Segundo encaminhamento do encontro, o Ministério da Educação irá dialogar com a reitoria da UFBA para avaliar a possibilidade de ações emergenciais de preservação e manutenção, enquanto é elaborado o projeto arquitetônico completo de reforma do complexo.

Na sequência, Solla participou de uma segunda reunião no MEC, desta vez na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), ao lado do secretário municipal de Educação de Livramento de Nossa Senhora, Probo Meira. No encontro, foi confirmada a realização de novos cursos de qualificação profissional no município ainda este ano.

Entre as iniciativas aprovadas estão cursos do PRONATEC na área de fruticultura e a implementação do Projeto Mulheres Mil, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva de mulheres. A oferta dos cursos deverá ocorrer por meio do Instituto Federal Baiano (IF Baiano).

Para Solla, as agendas reforçam a importância de ampliar tanto a educação superior quanto a formação profissional no interior do estado.

“Estamos trabalhando para fortalecer a educação pública em todas as frentes: ampliar universidades federais, interiorizar oportunidades e garantir qualificação profissional para nossa juventude e para os trabalhadores do interior da Bahia”, destacou o deputado.

Missão internacional com Solla, Lula e Jerônimo fortalece produção de medicamentos estratégicos e projeta a Bahia como polo de biofármacos
Comitiva do Brasil durante visita ao novo Escritório da ApexBrasil em Nova Delhi.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A missão oficial do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) à Índia e à Coreia do Sul – acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues – trouxe resultados concretos para o fortalecimento da produção nacional de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A agenda internacional consolidou parcerias voltadas à transferência de tecnologia e à internalização da produção de biofármacos de alto custo, atualmente importados pelo Estado brasileiro e responsáveis por grande impacto no orçamento público da saúde.

A articulação envolve a Bahiafarma e empresas da Índia e da Coreia do Sul, dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde, projetando a Bahia como polo de produção de fármacos, resultando em medicamentos embalados pela empresa pública baiana em um prazo de até 10 anos.

Para o deputado Jorge Solla, médico sanitarista, ex-secretário de Saúde da Bahia e integrante da Comissão de Saúde da Câmara, a missão internacional reforça uma agenda estratégica de soberania sanitária.

“O Brasil não pode depender exclusivamente da importação de medicamentos de alto custo, especialmente aqueles fundamentais para o tratamento de câncer e doenças raras. Produzir aqui significa garantir acesso, reduzir preços e proteger o orçamento do SUS”, afirmou.

O parlamentar baiano destacou que a política de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo é um instrumento fundamental para combinar política industrial, inovação tecnológica e direito à saúde.

“Estamos falando de medicamentos que salvam vidas e que consomem bilhões do orçamento público. Ao internalizar essa produção, o Brasil fortalece sua autonomia tecnológica, gera empregos qualificados e transforma a Bahia em um polo estratégico da biotecnologia nacional.”

Lista de medicamentos
Quatro medicamentos foram aprovados nos projetos de cooperação com os dois países: Bevacizumabe, Eculizumabe, Pertuzumabe e Nivolumabe. Todos estão inseridos no Bloco II – Doenças e Agravos Críticos para o SUS, conforme a Portaria GM/MS nº 2.261/2023 – ou seja, geram custos elevados para o Sistema Único de Saúde.

Somados, os quatro medicamentos representam uma demanda superior a R$ 1,7 bilhão por ano no SUS, o que evidencia o impacto estratégico da nacionalização progressiva da produção. As informações são da Nota Técnica ASTEC 2026/003, produzida pela Bahiafarma.

O Bevacizumabe, desenvolvido em parceria com a empresa sul-coreana Samsung Bioepis, é indicado para diversos tipos de câncer, como colorretal, pulmão, renal, de colo do útero, ovário e mama. O medicamento já possui registro na Anvisa pelos parceiros internacionais e poderá atender até 50% da demanda nacional, estimada em média anual de R$ 58 milhões.

O Eculizumabe, também em parceria com a Samsung Bioepis, é utilizado no tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), uma doença rara e grave. Trata-se de um dos medicamentos de maior impacto financeiro no SUS, com demanda média anual estimada em R$ 817 milhões e cobertura aprovada para 100% da demanda nacional. O produto já possui registro sanitário, mas aguarda o término dos procedimentos legais de proteção da patente para início do fornecimento.

Já o Pertuzumabe, produzido em parceria com a indiana Biocon Biologics Limited, é indicado para tratamento de câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. A demanda nacional média é de R$ 612 milhões anuais. O medicamento está em fase de desenvolvimento, com previsão de conclusão até 2028.

Por sua vez, o Nivolumabe, em parceria com a indiana Dr. Reddy’s Laboratories, é utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer, incluindo melanoma, câncer de pulmão e carcinoma de células renais. A demanda média anual é estimada em R$ 235 milhões, e o desenvolvimento está previsto para ser concluído até 2029.

Transferência de tecnologia
A empresa brasileira Bionovis será responsável pela internalização e nacionalização do processo produtivo completo, transferindo tecnologia à Bahiafarma, empresa pública baiana que atua na área e é dirigida pela infectologista Ceuci Nunes.

O modelo aprovado prevê que a fundação baiana passe a atuar, inicialmente, na produção e controle de qualidade do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) em escala piloto, além da embalagem secundária industrial e controle de qualidade do produto acabado.

Para viabilizar essa internalização, está prevista a estruturação da planta produtiva da Bahiafarma em Simões Filho, com investimento estimado em R$ 62,7 milhões em infraestrutura e cerca de R$ 50 milhões em equipamentos fabris, estes a serem adquiridos pela parceira privada. O cronograma de absorção tecnológica pode chegar a 10 anos, culminando com o fornecimento do produto embalado na Bahia para o SUS.

A articulação internacional liderada pelo presidente Lula, com participação ativa do Governo da Bahia, insere o estado na estratégia nacional de reindustrialização da saúde e consolida a Bahiafarma como protagonista na política pública de medicamentos.

“Defender o SUS também é defender investimento, ciência e tecnologia nacional. Essa missão demonstra que o Brasil voltou a ter projeto de desenvolvimento com justiça social”, concluiu o deputado federal Jorge Solla

Solla desembarca na Índia em missão oficial com Lula pela Ásia


O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) chegou à Índia nesta quarta-feira (18) em uma comitiva com o presidente Lula, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues e a presidente da Bahiafarma Ceuci Nunes, para fecharem parcerias nos campos da saúde e tecnologia.


O objetivo principal da missão brasileira é formalizar termos de compromissos com duas indústrias farmacêuticas – uma na Índia, outra na Coreia do Sul – para transferência de tecnologia à Bahiafarma na produção de medicamentos oncológicos na Bahia.


Em relação às parcerias com as farmacêuticas, Solla confirma que o objetivo do governo baiano é não só garantir economia para o Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento contra o câncer, mas fazer da Bahia protagonista na produção de medicamentos oncológicos.


“Em 2025, o governo da Bahia venceu um processo de concorrência para firmar a cooperação internacional no setor, ao comprovar que, com os investimentos feitos pela gestão estadual, a Bahiafarma está apta a representar o Brasil nessa parceria em saúde”, detalha Solla.


Identidade digital

A convite do primeiro-ministro indiano Narenda Modi, Lula deverá participar, até sexta-feira (20), da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), tema o qual Solla é autor de projeto de lei que dispõe sobre a proteção da identidade pessoal digital frente a tecnologias.


“Será uma troca muito proveitosa, em um evento com os mais renomados especialistas do mundo, que contribuirá para nossa legislação no que diz respeito à proteção de nossas características individuais, como corpo e voz, contra o uso indiscriminado pela IA”, diz Solla.


O Projeto de Lei 6479/2025, de autoria de Solla, versa também sobre representações sintéticas de identidade, estabelece direitos da personalidade e regras para a utilização econômica de atributos corporais e expressivos, disciplina deveres de plataformas digitais.


“Estamos sob tanta influência das Big Techs (as grandes empresas de tecnologia), especialmente nos processos eleitorais, que é preciso criar mecanismos de regulação como uma espécie de ‘direitos autorais’ sobre nosso próprio corpo”, explica o parlamentar.