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Fim da escala 6×1 também é questão de saúde

Por Jorge Solla

Ao longo de mais de quatro décadas atuando como médico e gestor do Sistema Único de Saúde, aprendi uma lição fundamental: a maior parte das doenças que tratamos nos hospitais começa muito antes da porta de entrada da unidade de saúde. Começa nas condições de vida e de trabalho.

É por isso que o debate sobre o fim da escala 6×1 não pode ser tratado apenas como uma pauta trabalhista. Embora a dimensão laboral seja essencial nesta pauta, trata-se também de uma questão de saúde pública. E, na esteira disso, de desigualdades sociais estruturantes.

Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram um estudo global demonstrando que jornadas superiores a 55 horas semanais estão associadas a um aumento de 35% no risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de 17% no risco de morte por doença isquêmica do coração, quando comparadas a jornadas de 35 a 40 horas semanais. Estamos falando de centenas de milhares de mortes prematuras no mundo relacionadas diretamente ao excesso de trabalho.

Mesmo quando a carga horária formal não ultrapassa esse limite, a lógica de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso produz desgaste acumulado, especialmente em contextos de transporte precário, múltiplos vínculos empregatícios e dupla jornada doméstica — realidade que atinge majoritariamente mulheres e trabalhadores pobres e negros que vivem nas periferias, subúrbios e favelas.

No Brasil, segundo dados do IBGE, a população negra e as mulheres são a maioria dos trabalhadores dos setores de comércio e serviços, onde a escala 6×1 é mais comum. Isso significa que o impacto do desgaste não é neutro. Ao contrário, ele recai sobre quem já enfrenta maior vulnerabilidade social.

A ciência também é clara quanto aos efeitos sobre a saúde mental dessas condições laborais. Jornadas prolongadas aumentam a incidência de ansiedade, depressão e síndrome de burnout. No Brasil, os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho segundo dados da Previdência Social. Não estamos falando de casos isolados, mas de um padrão epidemiológico.

Quem absorve essa conta? O SUS.

Crises hipertensivas, infartos, transtornos de ansiedade, dores osteomusculares, acidentes de trabalho e afastamentos previdenciários pressionam o sistema público de saúde. O custo do adoecimento relacionado ao trabalho não aparece apenas na folha das empresas — ele aparece nas emergências, nas filas de atendimento e nos gastos públicos com procedimentos de alta complexidade que poderiam ser evitados.

Como sanitarista, sei que as condições de trabalho são determinantes sociais da saúde. Assim como saneamento reduz doenças infecciosas, políticas de proteção ao trabalhador reduzem doenças crônicas e sofrimento mental. Saúde não é apenas assistência, é também prevenção – cuidado que acaba sendo “luxo” para trabalhadores que trabalham 6×1 e, além de viver as condições precárias de trabalho, sequer possuem tempo para atendimento nas unidades básicas de saúde, onde a maioria das comorbidades deveriam ser controladas e evitadas antes mesmo de se instalarem.

Há ainda um argumento econômico frequentemente ignorado nesta discussão. Países que avançaram na redução da jornada de trabalho registraram aumento de produtividade por hora trabalhada, menor número de faltas e atrasos e redução de afastamentos por adoecimento.

A manutenção de jornadas extenuantes como regra revela um modelo de desenvolvimento que transfere o custo do crescimento para o corpo do trabalhador. É a desigualdade se expressando em hipertensão, ansiedade e esgotamento.

Defender o fim da escala 6×1 não significa ignorar a complexidade econômica do país, mas reconhecer que crescimento sustentável exige trabalhadores saudáveis, compreendendo que o direito ao descanso é parte da política de prevenção em saúde.

O Brasil já avançou quando aprendeu, lá atrás, que vacinação em massa salva vidas, tornando-se referência mundial em imunização. Já avançou também quando estruturou o SUS como política universal. Agora é hora de avançar também quando o tema é saúde do trabalhador, alterando as regras trabalhistas para proteger vidas.

O direito ao descanso adequado não pode ser visto como privilégio. Trata-se de um instrumento de redução de desigualdade, de proteção à vida e de fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Se queremos um país mais produtivo, mais justo e mais saudável, precisamos começar reconhecendo que trabalhar até adoecer não pode ser normal. O custo dessa equação é alto demais para o SUS – o que ainda precisamos estimar financeiramente –, mas a aprovação de uma mudança pode representar, a longo prazo, resultados positivos para a saúde pública.

Emenda de Solla garante máquinas de costura a associação de fibromialgia

Desde 2019, FibroConquista assiste pacientes com a síndrome em Vitória da Conquista (BA)

Aliado de Solla, ex-vereador Valdemir Dias entrega maquinário à presidente da FibroConquista, Cida Santos

Uma emenda do deputado federal Jorge Solla (PT-BA) garantiu a aquisição de máquinas de costura para a FibroConquista, entidade sem fins lucrativos que atende, desde 2019, cerca de 300 pacientes com fibromialgia em Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia.

Os equipamentos foram entregues durante a inauguração da nova sede da associação, no município, à presidente Maria Aparecida Rodrigues Santos, pelo ex-vereador eleito por duas vezes no município Valdemir Dias, que representou o deputado Jorge Solla na solenidade.

“A fibromialgia já é considerada uma deficiência reconhecida pela Lei 15.176/25, sancionada pelo presidente Lula. Temos um longo percurso a avançar, mas, em Brasília, nossa atuação parlamentar tem lutado para garantir mais qualidade de vida a esses pacientes”, afirma Solla.

Também conhecida como Cida, a presidente da FibroConquista comemorou a chegada dos equipamentos que, segundo disse, serão muito úteis para a manutenção da entidade, que já chegou a interromper as atividades por falta de recursos.

“Agradeço muito ao deputado por fortalecer nosso projeto. Com essas máquinas, ofereceremos cursos, com valores abaixo do mercado, cuja verba será revertida para o custeio de nossas atividades”, antecipou Cida.

Durante a inauguração da nova sede da associação, o ex-vereador parabenizou o trabalho desenvolvido pela FibroConquista. “Com essa iniciativa, o deputado ajuda a associação a ter renda e a proporcionar mais dignidade aos associados nesse novo espaço”, disse Valdemir.

Tratamento
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza por dores generalizadas, principalmente na musculatura, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.

Segundo os dados da entidade, a síndrome atinge de 2,5% a 5% da população brasileira, em 80% dos casos mulheres de 30 a 50 anos. Podem ser apresentados ainda sintomas como fadiga, distúrbios no sono, alterações cognitivas, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

Com a Lei 15.176/25, pessoas com a doença passaram ter direitos como cotas em concursos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada e pensão por morte.

Em fevereiro, o Ministério da Saúde implementou um plano para tratamento multidisciplinar da síndrome pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional, além de uma cartilha para capacitação de profissionais da saúde.

Jorge Solla: “Recomprar a Refinaria de Mataripe é defender a Bahia e a soberania do Brasil”

Por Jorge Solla

A decisão do presidente Lula de anunciar a recompra da Refinaria Landulpho Alves, hoje chamada Refinaria de Mataripe, é mais do que uma medida administrativa ou empresarial. Trata-se de uma decisão estratégica para o futuro da Bahia, para a defesa da soberania energética nacional e para a proteção do povo brasileiro diante dos abusos impostos pela lógica privatista.

Na última sexta-feira, 20 de março, Lula foi direto ao ponto ao afirmar: “Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar de volta. Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”. A declaração tem um enorme peso político e simbólico. Ela representa o compromisso de corrigir um dos mais graves erros cometidos no processo de desmonte do patrimônio público brasileiro nos últimos anos.

A antiga RLAM, localizada em São Francisco do Conde, não é um ativo qualquer. Estamos falando de uma refinaria histórica, estratégica para o abastecimento do Nordeste e fundamental para a economia baiana. Além da planta industrial, o negócio envolve toda uma logística integrada, com quatro terminais — Jequié, Itabuna, Candeias e Madre de Deus — e cerca de 700 quilômetros de dutos. É, portanto, uma estrutura central para o funcionamento do sistema de combustíveis em nossa região.

Quando foi vendida, em 2021, por US$ 1,65 bilhão, cerca de R$ 8,7 bilhões na época, a refinaria foi entregue junto com um sistema logístico robusto, consolidado e de enorme valor estratégico.

Desde então, a experiência da privatização revelou, na prática, tudo aquilo que já denunciávamos: entregar um ativo dessa importância ao setor privado significa submeter o abastecimento e os preços dos combustíveis à lógica exclusiva do lucro.

Foi exatamente isso que se viu mais uma vez agora, em março de 2026. Enquanto a Petrobras segurou os preços em suas refinarias, a Refinaria de Mataripe aplicou reajustes de até 20% no diesel em uma única semana. O resultado foi imediato: pressão sobre caminhoneiros, aumento da tensão com o governo e mais peso sobre o bolso do consumidor.

Esse episódio escancara um fato que a Bahia conhece muito bem: combustíveis não podem ser tratados apenas como mercadoria. Eles têm impacto direto sobre o custo de vida, o frete, a produção, a inflação e a própria capacidade de desenvolvimento do país.

É por isso que a fala de Lula dialoga com uma concepção correta de Estado. Ao defender estoques reguladores de combustíveis, o presidente aponta para a necessidade de o poder público voltar a ter instrumentos concretos para proteger a população das especulações do mercado e das crises internacionais, como as tensões recentes no Oriente Médio. Não se trata apenas de recomprar uma refinaria; trata-se de recuperar capacidade de planejamento, de intervenção e de defesa do interesse nacional.

As informações mais recentes indicam que o processo está em fase decisiva. Ainda há negociações comerciais com o fundo Mubadala, controlador da Acelen, além de trâmites técnicos, jurídicos e de governança na Petrobras. Mas os sinais são claros: há entendimento avançado sobre os termos gerais da operação, as diligências técnicas já foram concluídas, e o governo trabalha para finalizar a recompra ainda em 2026.

Os valores em discussão mostram a complexidade do negócio. Analistas projetam uma recompra entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2,8 bilhões, a depender dos investimentos realizados pela Acelen e da valorização do dólar. Não é uma operação simples, porque envolve não apenas a refinaria, mas todo o sistema logístico associado.

Ainda assim, o mais importante é compreender que o custo da omissão é maior do que o custo da retomada. Deixar um ativo estratégico dessa dimensão submetido exclusivamente aos interesses do mercado significa abrir mão de instrumentos fundamentais para o desenvolvimento nacional.

Também é relevante observar que o novo desenho em discussão pode combinar a retomada do refino pela Petrobras com a permanência do Mubadala em projetos de combustíveis renováveis, como diesel verde e combustível sustentável de aviação.

Se esse modelo se confirmar, será possível reunir recuperação da capacidade estatal no refino de petróleo com avanços na transição energética. Ou seja, o país pode corrigir um erro do passado sem virar as costas para o futuro.

O anúncio feito em Betim, ao lado da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, de R$ 9 bilhões em investimentos para a modernização e ampliação do refino no Brasil, mostra que essa decisão não é isolada. Ela faz parte de uma nova visão de país, baseada no fortalecimento da Petrobras, na ampliação da capacidade nacional de refino e na retomada do investimento público como motor do desenvolvimento.

A Bahia tem razões de sobra para defender essa medida. Recomprar a Refinaria de Mataripe é devolver ao povo baiano um ativo que nunca deveria ter sido privatizado. É recolocar o interesse público acima da ganância privada. É enfrentar os efeitos perversos da desestatização sobre o preço dos combustíveis. E é reafirmar que o Brasil precisa controlar setores estratégicos da sua economia para garantir soberania, desenvolvimento e justiça social.

A retomada da refinaria não é apenas uma questão econômica. É uma escolha política. E, neste caso, é a escolha certa.

Articulada por Solla, filiação de Zilar Portela ao PT marca lançamento de pré-candidatura a deputada estadual

Foto Divulgação Ascom Jorge Solla

A filiação de Zilar Portela ao Partido dos Trabalhadores, articulada pelo deputado federal Jorge Solla, marcou um importante passo na organização política dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias na Bahia. O ato também simbolizou o lançamento da pré-candidatura de Zilar a deputada estadual, consolidando um projeto construído a partir da base da categoria e voltado à ampliação de sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia.

Presidente da Federação Estadual dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias, Zilar tem trajetória ligada à luta sindical e à defesa do SUS. Sua entrada no PT foi celebrada como um movimento político estratégico, capaz de levar para o Legislativo estadual a voz de trabalhadores e trabalhadoras que atuam diretamente nos territórios e junto às populações mais vulneráveis.

A presidenta da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, Ilda Angélica Correia, destacou a importância da construção dessa candidatura para toda a categoria. Segundo ela, a presença de Zilar no debate político institucional representa a possibilidade de uma voz legítima dos agentes de saúde e endemias no Parlamento baiano.

“A importância dessa candidatura de Zilar Portela aqui na Bahia para os agentes de saúde e endemias é grandiosa. Vai ser a nossa voz, a voz legítima da categoria na Assembleia Legislativa da Bahia para desenvolver os nossos projetos e dar atenção especial às pessoas que mais precisam, que são os menos favorecidos”, afirmou Ilda Angélica.

O presidente do PT Bahia, Tassio Brito, também ressaltou o peso político da filiação e da pré-candidatura de Zilar. Para ele, trata-se de uma candidatura simbólica por reunir identidade com o projeto do partido e vínculo direto com uma base essencial na construção do Sistema Único de Saúde.

“A pré-candidatura de Zilar pelo PT é uma pré-candidatura muito simbólica. É uma pré-candidatura de uma base muito importante na construção do SUS. É uma pré-candidatura de uma mulher preta, ou seja, com muita identidade política com nosso projeto”, declarou Tassio.

Ele também enfatizou a importância de acolher Zilar no partido e construir sua caminhada eleitoral. “Nós estamos muito felizes de acolhê-la no PT e de ter a oportunidade de fazer sua pré-campanha, depois campanha, e tê-la deputada pelo PT”, completou.

A própria Zilar Portela afirmou que sua filiação e pré-candidatura nascem de uma construção coletiva, forjada no interior da organização dos trabalhadores. Segundo ela, o momento representa um marco para a categoria, que passa a fortalecer sua presença na política institucional sem perder o vínculo com as comunidades assistidas nos territórios.

“É um momento importante, é um marco onde a categoria terá voz, a categoria levará também a voz da comunidade que ela assiste nos territórios”, disse Zilar. Na avaliação da dirigente, a pré-candidatura responde a uma necessidade concreta de representação política dos agentes, partindo da experiência acumulada pela categoria no contato direto com a população.

“Essa pré-candidatura é uma pré-candidatura necessária. Necessária porque nós estamos falando de agente para agente, e o agente sabe. Essa mensagem chegará a cada um e ele vai entender a mensagem que a gente precisa passar”, afirmou.

Responsável pela articulação da filiação, o deputado federal Jorge Solla destacou que a chegada de Zilar ao PT fortalece o partido, amplia a presença das mulheres na política e agrega à disputa legislativa uma liderança já reconhecida pela sua atuação sindical e comunitária.

“É uma honra para o Partido dos Trabalhadores receber a filiação de uma companheira de luta, guerreira, Zilar Portela, agente de saúde, presidente da Federação Estadual dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias, que já mostrou seu compromisso na luta sindical”, declarou Solla.

Para o parlamentar, Zilar chega para contribuir não apenas com a luta da categoria, mas também com o fortalecimento do campo político liderado pelo presidente Lula e pelo governador Jerônimo Rodrigues. “Agora terá a oportunidade de nos ajudar também na disputa no Legislativo, na construção da reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo, e com certeza para que a gente possa ter mais mulheres guerreiras na Assembleia Legislativa.”

Com a articulação de Jorge Solla, o ato de filiação de Zilar Portela ao PT se firmou, portanto, como um duplo marco político: de um lado, a chegada ao partido de uma liderança histórica dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias; de outro, o lançamento de uma pré-candidatura a deputada estadual comprometida com a defesa do SUS, da saúde pública, da valorização da categoria e da ampliação da representação popular na Bahia.

Ao lado de Camilo Santana, Jorge Solla acompanha avanços da educação federal em Barreiras e Poções


O deputado federal Jorge Solla acompanhou o ministro da Educação, Camilo Santana, em duas agendas estratégicas para o fortalecimento da educação pública na Bahia, reafirmando seu compromisso com a expansão do ensino federal e com a interiorização dos investimentos no estado.

Na quarta-feira (18), Solla esteve em Barreiras ao lado do ministro durante a agenda na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), marcada por inaugurações, anúncios de novos investimentos e autorização de obras em diferentes campi da instituição. Já nesta quinta-feira (19), o parlamentar voltou a acompanhar Camilo Santana, desta vez em Poções, na assinatura do termo de autorização para o início das obras do novo campus do Instituto Federal da Bahia (IFBA).

As agendas também reuniram outras autoridades importantes para a educação baiana, como a secretária de Educação da Bahia, Rowenna Brito. Em Barreiras, participou o reitor da UFOB, Jacques Antonio de Miranda. Já em Poções, a atividade contou ainda com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçando o peso institucional da agenda e a articulação do governo federal em torno da ampliação da rede pública de ensino no estado. A vereadora Viviane, de Vitória da Conquista, também esteve presente nas atividades.

As duas agendas simbolizam o novo momento vivido pela educação brasileira com a retomada dos investimentos federais promovida pelo governo do presidente Lula. Para Jorge Solla, a presença nas atividades ao lado do ministro reforça não apenas a importância das ações anunciadas, mas também a necessidade de seguir ampliando o acesso da população baiana à educação superior, profissional e tecnológica.

Em Barreiras, a agenda na UFOB consolidou novos passos para o fortalecimento da estrutura universitária no oeste baiano, com melhorias que impactam diretamente a formação acadêmica, a pesquisa e a permanência estudantil.

Já em Poções, a autorização para o novo campus do IFBA representa a abertura de uma nova perspectiva para a juventude da região, com mais acesso ao ensino técnico e tecnológico público e de qualidade.

“Estar ao lado do ministro Camilo Santana nessas agendas é acompanhar de perto investimentos concretos que transformam a vida do povo baiano. Estamos falando de mais oportunidades para a juventude, mais estrutura para as instituições públicas e mais desenvolvimento para o interior da Bahia”, destacou Jorge Solla.

O parlamentar ressaltou ainda que os anúncios feitos nas duas cidades mostram que a educação voltou a ocupar lugar central no projeto de desenvolvimento do país. “A Bahia volta a receber investimentos estruturantes, com obras, expansão e fortalecimento das instituições federais. Isso tem a marca do governo do presidente Lula e de uma visão que entende a educação como direito e como instrumento de transformação social”, afirmou.

Ao participar das agendas com Camilo Santana em Barreiras e Poções, Jorge Solla reforça sua atuação em defesa da educação pública e seu compromisso com políticas que gerem inclusão, desenvolvimento regional e mais oportunidades para o povo baiano.

Solla protocola PEC para garantir controle estatal sobre petróleo e derivados no Brasil

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) protocolou na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca garantir que as atividades estratégicas do setor de petróleo no Brasil sejam realizadas exclusivamente por empresas estatais. A iniciativa altera o §1º do artigo 177 da Constituição Federal, reforçando o papel do Estado na exploração, refino, transporte e comercialização do petróleo e de seus derivados.

Pela proposta, a União poderá contratar apenas empresas estatais para executar atividades como pesquisa e lavra de jazidas de petróleo, refino, importação e exportação de derivados e transporte de petróleo e gás natural por dutos. Além disso, a PEC prevê que legislação específica trate da nacionalização de ativos ligados a essas atividades, garantindo que o controle desse setor estratégico permaneça sob domínio público.

Segundo Solla, a medida busca reverter os impactos das privatizações ocorridas no setor nos últimos anos. Na justificativa da proposta, o parlamentar afirma que a venda de ativos da Petrobras tem contribuído para o aumento do preço dos combustíveis, prejudicando consumidores e reduzindo a capacidade de desenvolvimento industrial do país.

O deputado cita como exemplo o caso da antiga Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, privatizada em 2021 e atualmente chamada de Refinaria de Mataripe. De acordo com a justificativa da PEC, a unidade passou a praticar preços alinhados diretamente ao mercado internacional, o que tem impactado o custo dos combustíveis no estado.

 

Solla também argumenta que o processo de privatização iniciado em 2016 trouxe impactos negativos para o mercado de trabalho e para a indústria nacional. Segundo ele, a redução do conteúdo nacional nos investimentos da Petrobras teria diminuído a geração de empregos e deslocado a produção de equipamentos e plataformas para outros países.

“A Petrobras e as reservas de petróleo brasileiras precisam funcionar para proteger o mercado interno, gerar desenvolvimento econômico e reduzir desigualdades regionais”, defende o parlamentar na justificativa da proposta.

Médico sanitarista e deputado federal pela Bahia desde 2015, Solla tem atuação destacada em temas ligados ao desenvolvimento social, ao SUS e à defesa de políticas públicas estratégicas para o país.

A PEC agora começa a tramitar na Câmara dos Deputados e precisa passar por análise da Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para uma comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara e do Senado.

Articulação de Solla fortalece PT com filiação da liderança sindical Zilar Portela

Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia ganhará um importante reforço em sua base social e política. A liderança sindical Zilar Portela, dirigente dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, oficializará sua filiação ao PT na próxima sexta-feira, em ato que será realizado na sede estadual do partido.

A filiação foi articulada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), médico sanitarista com trajetória histórica na defesa do Sistema Único de Saúde e dos trabalhadores da saúde. Deputado federal desde 2015, Solla construiu sua atuação pública vinculada à formulação e defesa de políticas estruturantes para o SUS e à valorização dos profissionais da saúde em todo o país.

A chegada de Zilar ao PT é vista como um passo importante para ampliar o diálogo do partido com os trabalhadores da saúde e com os movimentos sociais que atuam na defesa da atenção básica e do fortalecimento do SUS.

Segundo Jorge Solla, a filiação representa a aproximação de uma liderança com forte atuação social ao campo político que historicamente defende o sistema público de saúde e os direitos dos trabalhadores.

“Zilar é uma liderança respeitada, com uma trajetória construída na luta coletiva. Sua chegada ao PT fortalece o diálogo com os agentes comunitários e com os movimentos sociais que defendem saúde pública de qualidade para o povo brasileiro”, afirmou o deputado.

Trajetória de luta

Zilar Portela nasceu em Itabuna, no Sul da Bahia, a cerca de 420 quilômetros de Salvador. Filha de Eunice Pereira e Alvino Assis Portela, cresceu em uma família numerosa, ao lado de 15 irmãos, onde aprendeu desde cedo o valor da solidariedade, do trabalho e da luta coletiva. É casada há 35 anos com José Carlos, mãe de Zayne Portela e Rafaela Portela e avó de Iza Portela.

Em 2002, ingressou no serviço público municipal como Agente Comunitária de Saúde, profissão que transformou sua vida e aprofundou sua relação com as comunidades. Também é Técnica em Higiene Bucal e Técnica em Agente Comunitária de Saúde.

Foi no contato direto com as famílias e territórios que nasceu sua vocação para a luta social e sindical.

Sua trajetória no movimento sindical começou em 2007, quando passou a integrar a diretoria do SINDIACS/ACE – Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias do Sul da Bahia. Com liderança firme e compromisso com a categoria, chegou à presidência da entidade, cargo que ocupou por dois mandatos.

Em 4 de novembro de 2021, deu mais um passo histórico ao fundar a Federação Sindical Baiana dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias, tornando-se sua primeira presidenta. Em setembro de 2025, foi reeleita para continuar à frente da entidade, consolidando sua liderança no estado.

Liderança e representatividade

A trajetória de Zilar também é marcada pelo pioneirismo. Mulher negra, de origem periférica, rompeu barreiras e ocupou espaços de poder em um movimento historicamente dominado por homens, tornando-se referência de representatividade, coragem e resistência.

Presença constante nas mobilizações nacionais da categoria, Zilar é reconhecida como uma líder combativa na defesa dos direitos dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).

Entre suas atuações, destaca-se a participação direta nas mobilizações que resultaram em avanços legislativos para a categoria, como as iniciativas relacionadas ao adicional de insalubridade e à valorização do piso salarial profissional nacional.

Atualmente, está na linha de frente da mobilização nacional pela aprovação do PLP 185/2024, que garante aposentadoria com paridade e integralidade para os agentes comunitários e de combate às endemias.

Com uma trajetória profundamente classista, Zilar também participa de diversas lutas sociais para além de sua categoria, contribuindo para o fortalecimento do movimento sindical, das pautas do movimento negro, da igualdade de gênero e dos direitos da população LGBTQIA+.

Projeto político

Diante dessa trajetória de compromisso com a classe trabalhadora e com as causas populares, Zilar Portela coloca seu nome como pré-candidata a deputada estadual, com o objetivo de levar para o parlamento a voz das comunidades, das periferias e dos trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente a vida nos territórios.

Sua filiação ao PT representa mais um passo nessa caminhada política, fortalecendo a articulação entre o movimento sindical da saúde e o projeto político que defende o SUS, a democracia e a justiça social na Bahia.

Solla articula no MEC avanços para expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia

Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) participou nesta terça-feira (17) de reuniões no Ministério da Educação (MEC) para tratar de iniciativas voltadas à expansão da educação superior e da educação profissional na Bahia. A primeira agenda ocorreu na Secretaria de Educação Superior (SESu) e contou com a presença do reitor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), professor Jacques Antonio de Miranda, além de representantes da Comissão Regional em Defesa da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) e técnicos do ministério.

Durante a reunião, foram discutidos projetos estratégicos para ampliar a presença da rede federal de ensino superior no estado. Um dos principais temas foi a proposta de implantação de um campus universitário federal em Seabra, na Chapada Diamantina, que poderá funcionar como embrião da futura Universidade Federal da Chapada Diamantina, ampliando o acesso ao ensino superior público em uma região que ainda possui baixa oferta universitária.

Também foi tratada a implantação do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Nazaré, iniciativa que recebeu sinalização positiva do MEC e deverá ser anunciada em breve. Outro tema debatido foi o desmembramento do Campus dos Malês da UNILAB, em São Francisco do Conde, como parte do processo de criação da Universidade Federal da Integração África-Brasil (UFAB), proposta que também avança com perspectiva de anúncio nos próximos passos institucionais.

A reunião também abordou a situação do conjunto arquitetônico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos mais importantes patrimônios históricos da educação brasileira. Segundo encaminhamento do encontro, o Ministério da Educação irá dialogar com a reitoria da UFBA para avaliar a possibilidade de ações emergenciais de preservação e manutenção, enquanto é elaborado o projeto arquitetônico completo de reforma do complexo.

Na sequência, Solla participou de uma segunda reunião no MEC, desta vez na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), ao lado do secretário municipal de Educação de Livramento de Nossa Senhora, Probo Meira. No encontro, foi confirmada a realização de novos cursos de qualificação profissional no município ainda este ano.

Entre as iniciativas aprovadas estão cursos do PRONATEC na área de fruticultura e a implementação do Projeto Mulheres Mil, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva de mulheres. A oferta dos cursos deverá ocorrer por meio do Instituto Federal Baiano (IF Baiano).

Para Solla, as agendas reforçam a importância de ampliar tanto a educação superior quanto a formação profissional no interior do estado.

“Estamos trabalhando para fortalecer a educação pública em todas as frentes: ampliar universidades federais, interiorizar oportunidades e garantir qualificação profissional para nossa juventude e para os trabalhadores do interior da Bahia”, destacou o deputado.

Com presença de Solla e aliados, aniversário do PT de Jacobina reúne lideranças e reafirma compromisso o desenvolvimento da Bahia


Foto Divulgação / Ascom Jorge Solla

O aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT) em Jacobina foi marcado por um forte ato político de celebração, mobilização e reafirmação de compromissos com o desenvolvimento social da Bahia e do Brasil. O evento reuniu importantes lideranças estaduais e federais, além da militância histórica do partido no território.

Estiveram presentes o deputado federal Jorge Solla, o secretário especial da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Júlio Pinheiro, o deputado estadual Marcelino Galo, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, e o assessor especial do governador Jerônimo Rodrigues, Cícero Monteiro.

Também participaram da atividade Amauri Teixeira, assessor especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Cultura; Mariana Oliveira, diretora do Núcleo Regional de Saúde Centro-Norte; e Elen Coutinho, diretora da Fundação Perseu Abramo.

Durante o encontro, as lideranças destacaram a trajetória do PT na defesa da democracia, das políticas públicas e da inclusão social, além de reforçarem a importância da unidade partidária diante dos desafios atuais.

O deputado Jorge Solla ressaltou que o PT segue sendo instrumento de transformação social e de reconstrução do Brasil sob a liderança do presidente Lula. “Celebrar o aniversário do partido é renovar nossa energia militante e reafirmar o compromisso com o povo trabalhador, com o SUS, com a educação pública e com o desenvolvimento da Bahia”, afirmou.

O evento também simbolizou o fortalecimento da articulação entre os mandatos parlamentares, o Governo do Estado e o Governo Federal, demonstrando sintonia política em torno de agendas estratégicas para o território de Jacobina e região.

A organização da atividade foi conduzida pela presidenta municipal do PT, Ana Paula Almeida, que recebeu reconhecimento das lideranças pela mobilização e pelo trabalho de fortalecimento do partido no município. As autoridades parabenizaram Ana Paula pela condução do evento e pelo papel que vem desempenhando na construção política local.

O aniversário do PT em Jacobina reafirma a força da militância, a capacidade de diálogo com os territórios e a continuidade de um projeto político comprometido com justiça social, desenvolvimento e democracia.

Solla articula agenda de dirigentes da UFBA no Ministério da Cultura para viabilizar reforma de alas da Faculdade de Medicina


Fotos: Filipe Araújo/ MinC


Em agenda externa realizada nesta quarta-feira, 25, no Ministério da Cultura, o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) se reuniu com a ministra Margareth Menezes, e com o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Paulo Miguez, para tratar da reforma de algumas alas do prédio da histórica Faculdade de Medicina da instituição.

A reunião foi articulada por Solla a partir de diálogo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com o senador Jaques Wagner, além da própria ministra Margareth Menezes. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Cultura, em Brasília, e teve como foco buscar caminhos institucionais e fontes de financiamento para a recuperação da estrutura. O diretor da faculdade, Antônio Lopes, também esteve presente na reunião.

Instalada no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, a Faculdade de Medicina da UFBA é considerada a primeira do país, sendo símbolo da tradição acadêmica na Bahia. Apesar disso, o telhado da unidade apresenta sérios problemas estruturais, com risco de infiltrações, comprometimento de áreas internas e ameaça ao acervo histórico e às atividades acadêmicas, de acordo com reportagens recentes.

Além do telhado, foram relatadas situações como escadas com instabilidade e desgaste estrutural em áreas do prédio, reforçando a necessidade de uma intervenção urgente para garantir segurança a estudantes, professores e servidores em várias das alas do prédio tombado, que tem elevado valor histórico para o patrimônio cultural baiano.

A reunião envolvendo o reitor e a ministra Margareth Menezes teve como objetivo alinhar os procedimentos técnicos necessários para a obra, considerando as exigências de preservação histórica, e discutir possibilidades de apoio institucional para viabilizar a reforma, que deve alcançar não só o telhado da faculdade, mas algumas alas do prédio.

Também participaram do encontro o senador baiano Jaques Wagner e outros parlamentares da bancada baiana no Congresso Nacional.

Antes da agenda no Ministério da Cultura, Solla já havia se reunido com o IPHAN para tratar do mesmo tema. O encontro, que ocorreu em janeiro, contou com a participação do superintendente Hermano Guanais e do vice-diretor da Faculdade de Medicina da UFBA, Eduardo Reis – resultando posteriormente no encontro desta quarta-feira, no MinC, em Brasília.


Médico formado pela própria UFBA e professor com trajetória na área da saúde pública, Solla tem reforçado que a recuperação da Faculdade de Medicina é uma pauta que une educação, cultura e memória.

“O prédio da Faculdade de Medicina não é apenas uma estrutura física. Ele representa a história da formação médica no Brasil e a produção científica da Bahia. Garantir sua preservação é defender a educação pública, o patrimônio histórico e a própria identidade do nosso estado”, destacou o deputado.

A expectativa é que, a partir da articulação conjunta entre Ministério da Cultura, UFBA, IPHAN e a bancada baiana, sejam estruturadas soluções para garantir recursos e celeridade nos trâmites técnicos, assegurando a reforma do telhado e a proteção do edifício histórico.

A agenda integra a estratégia do mandato de Jorge Solla de atuar institucionalmente junto ao governo federal e aos senadores da Bahia no Congresso para destravar demandas estruturais do estado, especialmente nas áreas de saúde, educação e cultura.